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Para não sobrar mês no fim do dinheiro, brasileiros estão mudando jeito de comprar

Precisando se adaptar aos novos tempos pandêmicos, os consumidores diluem as compras do mês para esticar salário até o fim do mês

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Por causa da pandemia, dos salários e dos preços, os consumidores mudaram o jeito de fazer as compras mensais

A pandemia mudou a forma como o consumidor faz suas compras de mês.

As compras de abastecimento – aquelas maiores e com mais itens – tradicionalmente são feitas no começo do mês, quando o salário cai na conta das pessoas.

Com o aumento do desemprego e redução da renda, essas compras mais pesadas foram diluídas e ganharam importância no meio e fim de mês, de acordo com estudo da Kantar.

As pessoas costumavam fazer as compras mais parrudas no começo do mês, quando recebem seus salários.

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Começo, meio e fim

Mas para racionalizar o gasto, esses gastos passaram para o meio e fim do mês.

“Porque a pessoa sabe que o próximo pagamento está chegando e que dá para gastar mais”, afirma Rafael Couto, gerente de soluções para consumidores da Kantar.

Além das compras maiores, ficaram para o fim do mês as aquisições de produtos mais caros.

De acordo com uma notícia da editora Fabiana Futema, do site 6 Minutos, a lógica é a mesma: esperar o fim do mês para ver se aqueles itens estão dentro do orçamento familiar.

Comprando menos

No começo da pandemia, em março de 2020, os consumidores correram aos supermercados e fizeram grandes compras de abastecimento.

Ninguém sabia quanto tempo a pandemia iria durar, se iria faltar produto, por isso houve aumento da compra de abastecimento.

Com o passar dos meses, o consumo foi se normalizando. “Com a volta das restrições, em fevereiro e março deste ano, os consumidores fizeram menos compras. A frequência caiu muito. Só que diferentemente do começo da pandemia, as pessoas não levaram tantos itens para casa desta vez”, afirma Couto.

De acordo com levantamento da Kantar, o consumo neste período caiu 5% em relação a igual período de 2020.

Atacarejo para todos

O atacarejo deixou de ser um canal exclusivo para a baixa renda e agora serve como canal de abastecimento de todas as classes sociais.

O formato se modernizou, deixou de ser aquele lugar feio e oferece novos serviços.

É claro que as limitações têm um limite, pois é preciso manter o atrativo do preço.

Força do e-commerce

A participação do e-commerce nas compras saltou de 3% no começo da pandemia para 5,8% no fim de 2020.

No e-commerce, as compras mais pesadas são realizadas no começo do mês, com preferência para produtos de marca própria.

No meio do mês, o consumidor compra marcas premium e no final, produtos econômicos.

“O e-commerce vem crescendo muito e o WhatsApp tem papel importantíssimo nisso, representa 3,8% das compras”, afirma Rafael Couto.