No último final de semana e nos primeiros dias desta semana tivemos chuvas de regulares a boas em praticamente todas as regiões produtoras de café do sudeste brasileiro. Agora o tempo voltou a ficar quente e seco. Nos próximos dias teremos a abertura de floradas e como boa parte dos cafezais perdeu um considerável volume de folhas com a seca e calor, as flores aparecerão melhor e darão um belo espetáculo para os fotógrafos.
Apenas o espetáculo será bonito. Como os cafeeiros estão debilitados e com menos folhas que o normal, parte da florada será perdida. Os agrônomos alertam que a possibilidade de uma safra excepcional, recorde, está afastada. Para que tenhamos uma safra 2018 razoável, necessitaremos de chuvas regulares daqui para frente, além de bons tratos nos cafezais, com fertilização e aplicação de defensivos em volumes e datas indicadas pelos técnicos. O trato correto é sempre necessário, mas este ano, com uma grande porcentagem de cafeeiros debilitados por três anos de chuvas irregulares e insuficientes, os tratos culturais são de extrema importância para que a florada vingue e se transforme em frutos. Os defensivos evitarão que pragas como a ferrugem e a broca se alastrem nos cafeeiros debilitados.
Lógico que sem chuvas regulares nada disso será suficiente. Os tratos culturais corretos significarão aumento de custos para os cafeicultores em um ano de safra de ciclo baixo, com preços praticados pelo mercado que não refletem o cenário acima descrito. Os custos dos combustíveis estão altos, fora da realidade. Foram reajustados para que a população pague a conta dos desvios e da corrupção na Petrobrás. Os reservatórios das hidroelétricas estão bastante baixos com a longa seca e o governo federal já comunicou que o preço da energia elétrica será reajustado.




