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Paralisação de aeronautas prejudica francanos que usam Aeroporto de Ribeirão

Paralisação de profissionais afeta 19 voos em Ribeirão. Sindicato anuncia greve da categoria neste mês

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Pista do Aeroporto Leite Lopes em RP (Foto Arquivo JF)

A paralisação dos aeronautas e aeroviários nos principais aeroportos do país afetou os passageiros de Ribeirão Preto. Como o Aeroporto Estadual “Tenente Lund Pressoto” de Franca não têm vôos comerciais, os francanos que se utilizam do transporte aéreo foram atingidos, pois o aeródromo mais próximo é justamente o de Ribeirão Preto, de onde os locais acessam São Paulo e Brasília, em conexões diretas. 

Todas as companhias aéreas que operam em Ribeirão Preto tiveram algum tipo de problema em seus voos, apesar de no aeroporto local não ter havido adesão ao movimento grevista.

Entre voos que sairiam ou chegariam a Ribeirão, segundo o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), foi registrado o cancelamento de sete frequências e 12 tiveram atrasos em seus horários previstos em decorrência da paralisação.

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Companhias
Em nota, a TAM afirmou que os passageiros que tiveram problemas nos voos de ontem estão liberados para remarcarem suas viagens – mas devem fazê-lo em até 15 dias.

A Passaredo e a Gol também afirmaram, por meio de nota, que tomaram todas as medidas legais, inclusive as previstas na Resolução 141 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Até o fechamento desta edição, a Azul não retornou. (Colaboração: Jessica Ribeiro) 

Companhias precisam se preparar

Os movimentos de paralisação de profissionais ou até mesmo as greves não isentam as companhias aéreas de responsabilidade. De acordo com o advogado Fernando Correa, “as empresas têm de se preparar para o movimento grevista”.

Segundo Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da associação de consumidores Proteste, as companhias aéreas também devem manter os seus clientes cientes dos procedimentos tomados para solucionar os atrasos. 

“Os passageiros têm direito às informações para que ele possa resolver o que ele irá fazer”, afirma Maria Inês.

“Os passageiros devem armazenar todos os documentos, tirar fotos, guardar cartões de embarque, notas fiscais de pagamentos com transporte, alimentação e hospedagem”, acrescenta a coordenadora da Proteste.

Além de poder remarcar os voos cancelados por conta desses movimentos, os passageiros prejudicados também têm o direito a transporte e assistência em caso de atrasos, dependendo da quantidade de horas que tiveram de esperar.

Reivindicação

Os sindicatos dos aeronautas (comissários e pilotos) e dos aeroviários (profissionais que atuam em solo) cobram reajustes salariais de 11% para repor a inflação. Diante da recusa das companhias, foi feita a paralisação ontem.

Empresas

As empresas aéreas ofereceram reajuste parcelado com a reposição da inflação e não retroativo à data-base (1º de dezembro).

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) afirmou que, nos últimos dez anos, os funcionários receberam reajustes acima da inflação. Destacou ainda que já foram feitas seis propostas desde o início das negociações e todas foram recusadas. 

Negociação

Uma nova assembleia foi marcada para o dia 11 a fim de analisar as propostas de reajuste e o movimento grevista. Até lá, não estão previstas novas paralisações.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região