Os prefeitos de Franca, Gilson de Souza (DEM), e Duarte Nogueira (PSDB) tentaram eleger parentes, nas últimas eleições, para o cargo de deputado federal. Ambos fracassaram e nem mesmo o prestígio de governar duas das maiores cidades do Estado de São Paulo ajudou na tarefa de transferir votos.
Gilson lançou seu filho, Gilsinho, pelo PRB. Disse, ao longo da campanha, assim como o próprio candidato, que 35 mil votos seriam suficientes para elegê-lo pela projeção de votos de outros integrantes do partido, como Celso Russomano e Marcos Pereira, que obtiveram votações muito aquém do projetado.
Com isso, para se eleger no PRB, seriam necessários pelo menos 72 mil votos, muito além de onde Gilsinho chegou – 16 mil no total e 12 mil em Franca. Mas outro fato chama a atenção: se Gilson foi eleito prefeito de Franca com quase cem mil votos, por que a votação de Gilson de Souza Júnior foi tão baixa?
Não é difícil deduzir que foi um recado claro a Gilson de que sua administração não está agradando seus próprios eleitores. Caso contrário, eles certamente seguiriam a indicação política do prefeito, ainda mais se tratando de uma pessoa tão próxima dele.




