
Os relatos são de dores intensas seguidas de infinitas tentativas de aliviá-las. Chuveiradas quentes, caminhadas, massagens com óleos, exercícios e posições inusitadas servem de alento para mulheres que optam por sentir na pele toda a experiência de dar à luz sem dia nem hora marcada, respeitando o tempo da natureza. Comum a todas, também, é o sentimento de que fizeram a escolha certa, sem nenhum arrependimento.
Na era que marca a epidemia das cesáreas, cada vez mais mulheres têm nadado contra a maré buscando viver cada momento da enxurrada de sensações que é trazer uma criança ao mundo. Embora não se tenha números oficiais, as experiências recentes de doulas, hospitais e enfermeiras obstétricas apontam para um grande crescimento, em especial nos últimos três anos, na procura por partos em que se possa viver a experiência do nascimento em toda a sua plenitude.
Um parto humanizado nada mais é do que trazer um filho ao mundo respeitando e assegurando todos os desejos da mãe, desde a escolha da posição e do local para dar à luz até não usar, sob hipótese alguma, analgésicos para aliviar a dor. Tudo sem pressa, respeitando o tempo da gestante e do bebê e realizado em lugares que vão desde uma piscina de plástico na sala de casa, devidamente adaptada, até o quarto de hospital – geralmente com assistência de uma doula. Aliás, a quantidade de doulas em ação no mercado é um dos indicativos do aumento da procura pelo parto humanizado.




