A contabilidade para que se abra uma Comissão Processante que poderá até cassar o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) está apertada. Até agora, sete vereadores estão decididos a votar pela abertura. Basta mais um para que o processo seja instaurado. E com lados bem definidos para alguns parlamentares, restará aos “independentes”, Bahia (PTN) e Pastor Otávio (PTB) serem o fiel da balança.
Já se manifestaram a favor da Comissão Processante Valéria Marson e Marcel Valim, do PSD; Márcio do Flórida (PDT), Daniel Radaeli (PMDB), Nirley de Souza (PP), Marco Garcia e Zezinho Cabeleireiro, ambos do PPS.
Abertamente contrários estão Donizete Mercúrio (PSDB) e o líder do Governo na Câmara, Luiz Vergara (PSB). Já a situação de Laercinho (PMDB), Cordeiro (PSB), Claudinei da Rocha (PSB) e Adermis Marini (PSDB) é a seguinte: com sete votos contrários, se mais alguém votar e alcançar os oito, todos os demais vão no embalo e votam também pela abertura.
Caso contrário, votarão contra a CP. E de todos, os únicos com uma certa independência para apertar o “sim” para a comissão são Bahia e Pastor Otávio – que serão o fiel da balança na decisão.
“Se eu ver que já deu os oito votos vou com a maioria. A gente fica numa situação difícil, pois é complicado se queimar com o prefeito, mas a pressão da população vem forte se eu travar a comissão. Agora, cassação eu não voto”, disse um dos vereadores governistas.



