O PDT passou alguns
anos em Franca com a fama de ser “partido de aluguel”. Não tinha
reuniões, nem diretório constituído, mas aparecia na época de
eleições, por possuir tempo de televisão, no caso do proporcional,
e oferecendo condições de se formar chapas maiores no pleito para
vereador. Geralmente, entrava com um candidato e permitia que outro
partido registrasse 29 candidatos ao invés dos 23 de uma chapa pura.
Nas eleições
municipais de 2012, porém, a legenda eternizada por Leonel Brizola
ressurgiu. Com um grupo novo, comandado por nomes até então
desconhecidos na política, formou uma chapa sem “medalhões”,
bastante homogênea, e ficou a 300 votos aproximadamente de eleger um
vereador. No caso, seria Marcelo Mambrini, que não chegou sequer a
mil votos.
Depois disso, caiu
novamente no ostracismo e viu suas principais lideranças migrarem
para o PTN, onde realizam trabalho semelhante, mas com mais respaldo
que no PDT, que está hoje abandonado na cidade, sem uma diretoria
constituída e qualquer amparo aos poucos filiados de expressão que
restam.
Um grupo ligado ao
prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) estaria de olho no PDT, mas até
agora não conseguiu ver a coisa evoluir. Enquanto isso, a cada dia o
prazo para novas filiações vai se esgotando e não se vê qualquer
reação dos filiados que permaneceram. Parece que o PDT caminha para
seu fim na cidade. Ou então, para retomar os “velhos hábitos”
aqui citados.



