O saldo positivo na geração de empregos em maio só foi possível
por causa do desempenho das micro e pequenas empresas.
O setor foi responsável, no mês passado, pela criação de 38
mil postos formais de trabalho (com carteira assinada) no país, enquanto as
médias e grandes corporações registraram saldo negativo, demitindo 7,2
mil trabalhadores, conforme levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio à
Micro e Pequena Empresa (Sebrae) feito com base nos números do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.
No
total, levando em conta a diferença entre contratações e desligamentos, o Caged
de maio fechou com saldo positivo de 32,1 mil empregos gerados. “Nas
crises, perder gente na micro e pequena empresa é pior do que na média e,
sobretudo, na grande empresa. Então, os pequenos negócios têm essa
característica, eles contratam quando precisam e praticamente não
dispensam. Até porque uma dispensa numa grande empresa é só mais uma, mas numa
pequena empresa a demissão gera um desfalque”, afirma Carlos Melles,
presidente nacional do Sebrae.
Os pequenos negócios do setor agropecuário lideraram a geração
de vagas em maio, em função do cultivo de café, principalmente nos estados de
Minas Gerais, do Espírito Santo e de São Paulo, e da laranja, também no
interior paulista e mineiro.




