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Mudança na estratégia: Petrobras não vai mais fornecer gás para estados do Nordeste

A Petrobras comunicou às distribuidoras dos estado do Nordeste do País que não vai mais fornecer gás natural em 2022

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O anúncio pegou de surpresa os Estados, que têm cerca de cinco meses para buscar novos fornecedores

A Agência Estado compartilhou uma publicação no Linkedin, dizendo que a Petrobras comunicou às distribuidoras do Nordeste do País que não vai mais fornecer gás natural em 2022.

O rompimento acontecerá após décadas de abastecimento contínuo e ininterrupto.

O anúncio pegou de surpresa os Estados, que têm cerca de cinco meses para promover uma chamada pública para buscar novos fornecedores, prazo considerado curto por alguns deles.

O temor é que não seja possível substituir a Petrobras a tempo e o suprimento aos consumidores seja interrompido, num primeiro momento, segundo fontes de governos que falaram ao Broadcast em condição de anonimato.

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Retirada no mercado

A interrupção é mais um passo dado de retirada da Petrobras do mercado nordestino para se concentrar no Sudeste.

A comunicação de suspensão do fornecimento de gás, no ano que vem, foi feita diretamente às empresas distribuidoras, que têm os governos estaduais como sócios.

O tratamento, no entanto, foi diferenciado, de acordo com o tamanho e a importância dos mercados de gás.

Para a Bahia, maior consumidor da região e um dos maiores do País, a estatal disse que não vai suspender o abastecimento até que seja firmado novo contrato com outra empresa fornecedora.

O mesmo deve acontecer no Ceará e em Pernambuco.

Para mercados menores, no entanto, a petrolífera não deu a mesma garantia, segundo fontes.

O mercado nordestino de gás é o segundo maior do País, atrás apenas do Sudeste, segundo a Abegás — Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado.

Na região, foram vendidos 15,26 milhões de m³ por dia do insumo, na média do primeiro trimestre, que é o dado mais atualizado.

Esse volume representa 21,8% do total comercializado no período, em todo País.

O maior consumo disparado é para geração de eletricidade e na indústria, de cerca de 6 milhões de m³/dia, cada.

Existe, porém, uma grande disparidade na demanda por Estado.