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Pimenta na alimentação diária faz bem ou mal à saúde cardiovascular?

Pesquisa mostra que consumo de pimenta pode reduzir o risco de morte por problemas cardiovasculares em até 34%

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​Malagueta, caiena, biquinho, dedo-de-moça, do reino, calabresa… A lista é enorme! são diversos os tipos de pimenta, variando em tamanho, cor, formato e grau de ardência.

Além de perfumar e dar sabor aos mais variados pratos, salgados e doces, a pimenta também pode ser uma aliada quando o assunto é a saúde do coração, sabia?

Estudos apontam que o consumo regular de pimenta nas refeições está associado com a prevenção e o controle de fatores de risco para doenças cardiovasculares, como obesidade e colesterol.

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Isso porque a pimenta contém substâncias que ajudam a queimar a gordura corporal, diminui os níveis de colesterol ruim no sangue, evita o acúmulo de gordura na parede das artérias.

Além de tudo isso, a pimenta também tem propriedades vasodilatadoras e anti-inflamatórias, que protegem o organismo das enfermidades que atingem o órgão.

Ainda assim, a pimenta divide opiniões: há quem ame a especiaria e quem passe longe.

E esse impasse é causado justamente por um componente da pimenta que causa o ardor, mas também é o que contribui de várias formas para a saúde do coração.

Segredo​

A capsaicina, substância encontrada nas pimentas como malagueta, dedo-de-moça, jalapeño e pimentas de cheiro, é a responsável pela ardência – a intensidade varia de acordo com o tipo.

Sem sabor ou cheiro, a capsaicina atua como estimulador. Ao ser ingerida, ela estimula as células nervosas da boca, nariz e garganta, enviando uma mensagem ao cérebro.

E o segredo é realmente esse: quanto mais picante a pimenta, maior o teor de capsaicinoides, substâncias funcionais e importantes para a prevenção de doenças.

Estudo​

Publicado recentemente no Journal of the American College of Cardiology, o estudo do Instituto Neurológico Mediterrâneo Neuromed, em Pozzilli, na Itália, identificou a associação entre a pimenta e a proteção contra problemas cardiológicos, como infarto do miocárdio.

De acordo com a pesquisa, o consumo de pimenta pode reduzir o risco de morte por problemas cardiovasculares em até 34%.

O estudo mostrou que pessoas que comeram pimenta quatro vezes na semana tiveram um risco 44% menor de morrer por doença arterial coronária e 61% menor de morte por acidente vascular cerebral (AVC), comparadas às pessoas que não comeram ou raramente comiam pimenta.

Segundo análises dessas e outras pesquisas que vêm sendo realizadas mundialmente nos últimos anos, os índices apontados se devem a diversos fatores.

A pimenta pode ser considerada um alimento termogênico, ou seja, faz com que a temperatura corporal aumente a as células utilizem a reserva de gordura para compensar o gasto de energia.

Com isso, a capsaicina acelera o metabolismo e eleva o gasto calórico, ajudando a queimar a gordura do corpo.

Essa substância também possui uma potente ação antioxidante, anti-inflamatória e vasodilatadora, que favorece a dilatação dos vasos sanguíneos, contribuindo para a diminuição da resistência à circulação do sangue pelo corpo, o que ajuda a reduzir a pressão arterial, controlar as taxas de glicose e insulina, além dos níveis de colesterol.

Todo esse desempenho da capsaicina ajuda a evitar lesões e o acúmulo de gordura na parede das artérias, protegendo o organismo.

Moderação​

Mesmo com todos esses benefícios, é importante ressaltar que o consumo excessivo pode provocar efeitos contrários e prejudicar o organismo, principalmente o sistema digestivo.

Portadores de úlceras, gastrite, queimação, refluxo, hemorroidas e doenças inflamatórias no intestino devem ter cuidado ao ingerir pimenta.

Aliada, não solução​

Nenhum alimento sozinho tem o poder de manter bem a saúde do coração e do organismo. O resultado vem da combinação de uma dieta balanceada com a prática regular de exercícios fisicos, além de outros hábitos saudáveis.