O plenário da Câmara de Franca reprovou, às 21h50 desta quinta-feira, 28 de julho, a cassação do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), por 9 votos a favor e 6.
Com a decisão, o prefeito foi absolvido dos quatro crimes administrativos que estava sendo acusado pelo relatório da Comissão Processante.
Para a cassação do prefeito era necessário a maioria absoluta dos votos, dois terços, o que não aconteceu.
A sessão começou às 17h25 de quinta-feira, (28) e durou mais de 4 horas.
Votaram contra a cassação os vereadores; Donizete da Farmácia (PSDB), Luis Antônio Cordeiro (PSB), Luis Vergara (PSB), Claudinei da Rocha (PSB), Josivaldo Vilas Boas (Bahia) (PTN) e Miguel Laércio Mathias (PMDB).
Para a cassação votaram a favor; Delegado Daniel Paulo Radaelli (PMDB), Adermis Marini Júnior (PSDB), Zezinho Cabeleireiro (PPS), Pastor Otávio Pinheiro (PTB), Marcelo Valim (PSD), Valéria Marson (PSD), Marco Garcia (PPS), Márcio do Flórida (PDT) e Nirley de Souza (PP).
De acordo com o relatório da Comissão Processante, o prefeito estava sendo acusado por irregularidades na contratação do ICV (Instituto Ciências da Vida), negativa em entregar documentos à Comissão Processante e omissão na fiscalização dos serviços prestados nos prontos-socorros de Franca.
Dos 15 vereadores, se 10 tivessem votados pela cassação sobre as acusações do relatório da Comissão Processante, Alexandre Ferreira perderia o cargo e ficaria inelegível por 8 anos.
Sessão Extraordinária
A sessão extraordinária que decidiu a permanência do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), começou às 17h25, na Câmara Municipal de Franca.
O primeiro a usar a tribuna foi o relator da CP (Comissão Processante), o vereador Márcio do Flórida (PDT), que usou a tribuna por 2 horas para fazer a leitura.
Depois, na tribuna falaram os vereadores Daniel Radaelli, Adérmis Marini, Zezinho Cabeleireiro, Pastor Otávio Pinheiro, Marcelo Valim, Márcio do Flórida, Donizete da Farmácia e Valéria Marson.
O advogado do prefeito, Dr. José Arnaldo, teria 2 horas para fazer a defesa do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). Porém usou pouco mais de 20 minutos para apresentar a sua peça.
Portão Fechado
Um princípio de confusão na entrada da Câmara Municipal fez o presidente do legislativo, suspender a sessão extraordinária, por alguns minutos. O motivo da confusão foi a Polícia Militar ter fechado o principal portão de entrada.
Após solicitação do presidente do legislativo Marco Garcia (PPS), a PM liberou acesso para os munícipes.



