
É cada vez mais comum a procura e o consumo de leites vegetais. Seja por intolerância à lactose, alergia ao leite de vaca, ou por seguir uma dieta vegana, muita gente tem optado por consumir esse alimento no dia a dia como substituto aos leites de origem animal.
Além da rápida absorção de nutrientes e de sua função antioxidante, que proporcionam a sensação de saciedade e energia ao corpo, os leites vegetais também são ricos em gorduras mono e poli-insaturadas, conhecidas como “gorduras do bem”. “Assim como o leite da vaca, os leites vegetais também possuem micronutrientes, porém, suas proteínas são menos alergênicas, o que garante uma digestão melhor e mais rápida”, observa a nutricionista Mirela Santos dos Santos. E para quem se preocupa com a obtenção de cálcio, abundante no leite animal e essencial na alimentação, ela explica que os alimentos como brócolis, couve, repolho, espinafre, gergelim e queijo de soja podem ser incluídos na dieta para suprir as necessidades do mineral.
Os leites vegetais mais comuns são o de soja, amêndoas, aveia, arroz, linhaça, castanha do Pará, gergelim, quinoa e amendoim. “O ideal é que se faça um rodízio entre eles, pois com o passar do tempo, o consumo diário pode trazer intolerância. Com esta variação é possível obter os diferentes benefícios de cada um deles, permitindo reunir as qualidades nutricionais de várias fontes”, diz Mirela. Ela lembra que grãos em geral contêm zinco, fundamental para as defesas do organismo. As sementes se destacam por serem fontes de proteínas vegetais e pelo conteúdo de gorduras boas. Cereais, como o arroz, somam às fórmulas mais fibras insolúveis. A aveia fornece fibras solúveis, que atuam no controle do colesterol. “O ferro e as fibras são outras vantagens. Por outro lado, algumas versões são pobres em cálcio”, diz a nutricionista.
Trocas saudáveis
Estudos vêm provando há um bom tempo que o leite de vaca pode não fazer bem para algumas pessoas. Com um aumento significativo de intolerantes e alérgicos, os estudos recentes apontam que o consumo diário em algumas pessoas dá margem ao aumento de infecções, diabetes, infarto, desequilíbrio hormonal, entre outras doenças.
Uma boa opção é apostar no leite vegetal. No topo da lista está o de soja, que possui fósforo, magnésio, ferro, cálcio, cobre, diversos aminoácidos essenciais, e 12 vezes mais proteína do que o leite de vaca. O de amêndoas contém magnésio e cálcio. Rico em cálcio, ferro, magnésio, vitaminas do complexo B e fibras, que facilitam o fluxo intestinal, o leite de aveia só não deve ser consumido por quem tem intolerância ao glúten. Já o leite de arroz é um poderoso desintoxicante. Têm proteínas, vitamina B1 e niacina, responsáveis pela transformação das proteínas e carboidratos em energia. Possui alto teor de triptofano e vitaminas do complexo B. O leite de quinoa é comparado ao leite materno em valor nutritivo, pois a quinoa é riquíssima em proteínas e, segundo os antigos incas, o alimento mais rico do planeta em aminoácidos e vitaminas.
Além de serem encontrados nos supermercados, esses leites podem ser preparados em casa. O processo é simples, bastante rápido e o resultado é o mesmo. “O preparo de cada um deles segue uma regra simples. Deixar em molho em recipiente com água por algumas horas e triturar após. O soro é coado e pode ser ingerido posteriormente e ser usado no preparo de outros alimentos à base de leite”, explica Mirela.



