Seu filho é chato para
comer? Uma pesquisa inédita e revelou que as famílias seguem boa parte das
recomendações dos pediatras e nutricionistas, da amamentação à introdução
alimentar. Mas, sim, ainda há o que melhorar. Com o objetivo de conhecer os hábitos
e as preferências alimentares das crianças, foi pedido a 3.688 pais e mães de
crianças de 0 a 8 anos que respondessem ao questionário. Em um dos pontos, foi
revelado que o número de crianças que rejeita verduras é baixo: 10%. Os legumes
são recusados por apenas 6%.
Além disso, certos
alimentos ultraprocessados que costumam agradar aos pequenos não fazem parte do
cardápio dessas crianças, visto que 76% dos leitores responderam que o filho
não tem o hábito de consumir salgadinhos, e 77% que ele não come alimentos
congelados.
No entanto, se o seu filho faz cara feia para certas comidas, tudo bem. Essa
rejeição é normal na infância: dos 2 aos 5 anos, período em que ganham mais
autonomia, muitas crianças têm medo de experimentar novos alimentos, a chamada
neofobia. “Ela cresceu e está mostrando suas vontades”, diz a fonoaudióloga
Patrícia Junqueira, autora do livro Por Que Meu Filho Não Quer Comer? Uma Visão Além da Boca e do
Estômago (Editora Idea). Aqui, a maneira como a família encara a
situação interfere e muito. Veja algumas atitudes para o pequeno comer mais (se
for preciso mesmo) e melhor.
Ofereça várias vezes
O mesmo alimento deve
ser oferecido para a criança ao menos dez vezes, para os pais terem certeza de
que ela não gosta dele. E está tudo bem em não ser fã de um ou outro, desde que
ela não recuse um grupo inteiro (por exemplo, não comer nada de frutas). “Mais
importante do que se prender a esse número é observar a criança no dia a dia
para perceber suas preferências”, diz Patrícia.




