A Federação Nacional do
Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) divulgou nesta
quarta-feira, 07 de novembro, nota oficial na qual procura explicar por que a
queda de preços da gasolina e do diesel nas refinarias demora a ser repassada
ao consumidor final. “Apesar de a Petrobras divulgar quedas de preços da
gasolina e diesel nas últimas semanas, o repasse deste menor custo não acontece
na mesma velocidade e proporção nas bombas”, diz a nota da Fecombustíveis.
No
período de 25 de setembro a 07 de novembro, o preço da gasolina nas refinarias
Petrobras chegou a cair 23,8%, mas a queda não foi sentida pelo consumidor.
Segundo
a federação, isso se deve ao funcionamento da cadeia de combustíveis, que é
formada por refinarias, distribuidoras e postos. “Pelas regras atuais, os
postos não podem comprar gasolina e diesel direto das refinarias. Compram
apenas das companhias distribuidoras, que são responsáveis por toda a logística
do abastecimento nacional em todos os estados brasileiros.”
A
nota da Fecombustíveis destaca que as refinarias comercializam gasolina A (sem
etanol anidro) e diesel A (sem biodiesel) para as distribuidoras e acrescenta:
“nas bases da distribuição são adicionados 27% de etanol anidro e 10% de
biodiesel, que, após a mistura, tornam-se gasolina C e diesel C, que são
vendidos e distribuídos para os postos por meio rodoviário via
caminhões-tanques”.




