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A população Pirahã não chega hoje a 500 pessoas no vale do rio Maici |
O dia a dia do povo Pirahã é um mundo sem números e nada parecido com o Brasil atual. A BBC está destacando um povo da floresta, que vive quase isolado do Brasil da atualidade e da sociedade de consumo, entre o Amazonas e Roraima, a aldeia Pirahã é uma sociedade que nem tem palavras para designar números, o próprio conceito de números é inexistente. É uma outra cultura, fora da civilização atual, diferente, aos invés de 1, 2, 3 etc, estes indígenas apenas contam só muito, pouco,alguns. Eles também não são ligados em ter ou em competir para possuir algo a mais do que o outro. Assim vive o povoPirahã, uma tribo seminômade que habita o vale do rio Maici, na fronteira entre os Estados do Amazonas e Rondônia, no norte do Brasil. A língua falada pela tribo, o idioma Pirahã não possui palavras que sejam usadas para contar. “Eles estão tão afastados da realidade atual industrializada e de consumo tanto quanto se pode imaginar”, disse Daniel Everett, pesquisador da Bentley University, em Massachusetts, Estados Unidos. Este cientista morou com os Pirahã, quando atuava como como missionário na floresta e, depois, virou pesquisador no campo da linguística. Ele conta que foi durante o período de convivência com essa tribo que desenvolveu um interesse bem especial pela questão dos números (ou melhor, a ausência deles) na cultura o no dia a dia desse povo.
Anteriormente, especialistas achavam que os Pirahãs tinham conceitos para pelo menos 1, 2 e muitos, algo que não é incomum em culturas nativas também na Amazônia. Mas à medida que Everett pôde investigar de forma mais sistemática, se deu conta de que esses indivíduos simplesmente não faziam contas, não usavam a Matemática: “Fiz testes objetivos e ficou claro que o povo Pirahã não tinha nenhum tipo de número” e sim, somente os conceitos de alguns, pouco e muito. Everett teve sua primeira suspeita ou um primeiro insigth quando observou a tribo repartindo o peixe. O pesquisador teve o cuidado de confirmar a sua hipótese, convidando o psicólogo cognitivo Ted Gibson para ir visitar e analisar a comunidade Pirahã, ele que trabalha no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, fez experimentos simples e básicos e confirmou a tese. Ao fim dos experimentos, Daniel Everett comentou que “na verdade se pode chegar muito longe sem usar os números numa sociedade tribal como a dos Pirahã“. Este fato faz a diferença entre eles e a nossa atual sociedade de consumo, urbana e globalizada. “Por exemplo, na hora de dividir a caça, a pesca, a comida, eles simplesmente se sentam em volta do alimento. Lá tem a pessoa que corta o animal em pedaços e vai em círculo distribuindo cada pedaço até que terminem. É um tipo de divisão sem números e com um sentido de igualdade entre todos, compartilhando tudo o que existe ou que conseguem, sem tensão nem stress”, narra o pesquisador Daniel Everett, que relata que esta tribo não tem nem mesmo a prática do escambo. Mas ele registra em seu estudo que encontrou pessoas do povo Pirahã que foram sequestrados, que foram sequestrados, ainda pequenos, por comerciantes que navegam pelos rios. Foram criados fora da tribo e agora trabalham em lojas, falam português fluente e fazem cálculos matemáticos. Ou seja, a conclusão é que então não tem nada a ver com a habilidade cognitiva ou maior ou menos inteligência, é simplesmente uma questão cultura. É um diferencial que pode ajudar o ser humano de hoje a enfocar de forma mais clara os conceitos matemáticos no dia a dia e também, vem a ser um comportamento que demonstra, pelo contraste, erros ou pelo menos, limites e equívocos da nossa atual sociedade de consumo, onde ter mais ou menos importa mais do que ser. Daniel Everett e Ted Gibson foram destaque contando a sua experiência com o povo Pirahã na floresta amazônica em Londres (Inglaterra) no programa de rádio Discovery, da BBC World Service. De repente em plena Europa a realidade de um povo tão primitivo, que sobrevive ainda hoje e vive de uma forma que é totalmente diferente, tão diferente que parece ser ficção ou uma utopia de alguns hippies alternativos ou esotéricos que buscam praticar o comunismo primitivo.
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Um povo de pescadores, coletores, caçadores, quase nômades na floresta amazônica |
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Testes objetivos realizados por pesquisadores Daniel Everett e Ted Gibson.… |
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…comprovaram o fato deste povo viver sem o conceito de números |
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Desenhos do dia a dia do povo Pirahã da floresta |
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A comida do Pirahã é comum para todos
Amanhã aqui neste microblog de Ecologia mais informação e para você onde quer que você esteja, muita paz, Padinha! |









