
Depois de segurar o preço do pão por mais de 13
meses, o Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria de Franca e região
(Sinpafran) anuncia que o valor do produto sofrerá um reajuste entre 8 e 11%
nos principais estabelecimentos do gênero e similares.
O presidente da entidade,
Augustinho Juliatti, explicou que o aumento decorre de reajustes autorizados
pelo governo nos últimos meses e que as padarias da região seguraram os valores
justamente para não perder clientes até o último instante.
Juliatti revela que o governo federal, através da
ministra, Kátia Abreu da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
assinou portaria recentemente que reajustou o preço mínimo do trigo e do café
para safra deste ano e do próximo. Isso fez com que os produtos tivessem
aumento entre 10% e 15%.
O trigo tornou-se mais um vilão para o segmento da
indústria de panificação, pois, à medida que baixam os estoques dos moinhos,
novas sacas já chegam com o preço reajustado e o aumento do custo da
matéria-prima encarece toda a cadeia do pão.
“A matéria-prima comprada pelas padarias já
tem chegado com um aumento entre 3% a 4%. Entre fevereiro e março já tivemos
uma alta e em setembro tivemos outro reajuste no preço do trigo, obrigando as
indústrias da panificação a repassarem o aumento. Mas ao contrário de outras
regiões, Franca não aumentou o preço do pão e seus derivados”, informou.
O VALOR HOJE
Atualmente, o preço do pão francês varia de padaria
para padaria, mas chega a custar de R$ 9,90 a R$ 12,50 o quilo já com o
reajuste de 8% a 11% provocado pela alta do trigo pode chegar entre R$ 10,69 a
R$ 13,87.
Ele recorda que, até o início de setembro, mesmo
com a alta do dólar, dos insumos e dos impostos, a indústria da panificação e
confeitaria da região estava mantendo o preço do pão francês devido ao bom
estoque de trigo por parte dos moinhos que fornecem a farinha para as empresas
do segmento. “Agora, com o fim desse estoque, ficou impossível segurar o
reajuste”, detalhou.

Augustinho Juliatti acrescentou ainda que outros
insumos como óleo, açúcar, fermento e embalagens também ficaram mais caros e as
indústrias da panificação, principalmente, aquelas que trabalham com a parte de
confeitaria, tiveram de reajustar esses produtos em até 10%. Também, em
setembro, o Sinpafran deu aos trabalhadores aumento em torno de 10%. O aumento
deverá envolver mais de 180 pontos de distribuição entre padarias e padarias em
supermercados.



