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Preço dos chocolates tem a maior inflação em 6 anos; entenda o encarecimento

Às vésperas da Páscoa, produto chega aos supermercados mais caro do que de costume, sem contar encarecimento no período comemorativo

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SÃO PAULO, SP, BRASIL, 05-04-2012: Consumidores compram ovos de Páscoa no supermercado Extra, em São Paulo. A rede espera ter um crescimento de 15% nas vendas no ano de 2012. (Foto: Sérgio Carvalho/Folhapress)
Preço dos ovos de Páscoa nos supermercados tiveram maior inflação dos últimos 6 anos – foto Arquivo

 

O preço dos chocolates teve sua maior alta em seis anos. Com a inflação acumulada para 12 meses em 13,61%, segundo o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), os chocolates tiveram mais do que o dobro de alta em relação ao índice geral, que avançou 5,77% no mesmo período.

Às vésperas da Páscoa, o produto chega aos supermercados mais caro do que de costume, sem contar o encarecimento no período comemorativo.

Com o aumento, quem comprou um ovo de Páscoa por R$ 50 no ano passado agora pode ter de pagar quase R$ 57 pelo mesmo produto. O maior impacto é para quem ganha um salário mínimo (R$ 1.302).

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Se antes o valor representava 3,8% da renda, agora pode ser 4,3%, o que pode fazer a pessoa deixar de comprar, por exemplo, um quilo de arroz.

Para especialistas, a inflação dos chocolates é multifatorial e leva em conta questões como a alta no preço de insumos como leite e açúcar, a inflação geral do País, os impactos globais da Guerra da Ucrânia, que encareceu fertilizantes, e até eventos climáticos como o La Niña, que atrapalhou a safra em 2022.

Tatiana Nogueira, economista da XP, explica que, na lista de ingredientes para a produção do chocolate, os três principais – açúcar, cacau e leite em pó – sofreram grandes altas ao longo de 2022.

No caso do leite e de derivados, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 41% em junho de 2022, devido à seca.

“Toda a cadeia de produção do chocolate ficou mais cara em 2022, insumos, frete e mão de obra, o que refletiu diretamente no preço final”, diz.

Alternativas

Fabricio Silvestre, economista sênior da casa de análises do TC, sugere buscar alternativas e usar a criatividade.

“O consumidor pode mudar para uma marca menos premium, o que o levaria a pagar preços mais baixos”.

“Se isso não for suficiente, deve avaliar a possibilidade de consumir bens substitutos, como acontece com a manteiga, que é substituída pela margarina”, diz.

“Para o ovo de Páscoa, o concorrente é a barra de chocolate. O consumidor pode ainda optar por fazer o próprio ovo de Páscoa ou uma sobremesa de chocolate.”

*Informações CNN