
Desde que assumiu o mandato, em janeiro de 2013, o prefeito Juliano Diogo Pereira (PSD) e sua equipe de governo tem buscado, incansavelmente, o recapeamento e recuperação da Vicinal construída pelas usinas, conhecida como estrada “Águas Quentes” e também estrada da “Maria Rosa”.
Diversos encontros com lideranças do Governo do Estado de Minas Gerais, com a CEMIG e com diretores da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas foram realizadas ao longo dos anos, tanto pelo prefeito, quanto por vereadores da Câmara de Claraval.
Com muita dificuldade de liberação, a luta para recuperar a via e oferecer melhores condições a motoristas que trafegam pelo local não parou.
Chegou perto
Em 2014, o prefeito de Claraval esteve reunido em audiência com o Governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia. No encontro, agendado pelo deputado Cássio Soares (PSD), o prefeito fez a solicitação diretamente ao Governador do Estado. A solicitação foi encaminhada como “liberada” até a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP).

Na ocasião, o secretário da pasta era o Deputado Federal Carlos Melles (DEM), conhecido da população claravalense. Melles tem amigos e lideranças políticas que o apoiam na cidade, mas por motivos desconhecidos, a ordem do governador não foi cumprida pelo Secretário da SETOP e mais uma vez, a verba não foi liberada.
A liberação era uma decisão da Secretaria liderada por Melles, uma vez que o Governo do Estado já havia liberado parte da verba para início da recuperação.
A vicinal
A estrada vicinal foi construída a mais de 40 anos pela empresa Furnas. Responsável pela interligação entre as usinas de Mascarenhas de Moraes (Peixoto) e Luiz Carlos Barreto de Carvalho (Estreito), caminhões da usina transitavam diariamente pela estrada. Após a conclusão das obras, a estrada foi abandonada. Vale lembrar, que Furnas não pediu nenhuma autorização da administração municipal da época para a realização da obra. O “problema” simplesmente foi jogado no colo das administrações.
O custo
Estimasse que, para os 9km de rodovia que passam dentro do município, deverão ser gastos R$ 9 mi (nove milhões de reais) para o recapeamento e recuperação da via. Para uma prefeitura que arrecada menos de R$ 11 mi (onze milhões) por ano, fica praticamente impossível custear a obra.



