A Secretaria de Saúde de Franca, por meio da Vigilância Epidemiológica, informa que foram confirmados, mais três casos de Monkeypox ou Varíola dos Macacos na cidade.
Com isso, os registros subiram para 6 casos, todos do sexo masculino, confirmados da doença, em Franca.
Segundo a comunicação da Prefeitura de Franca, os pacientes são três homens, com idades de 25, 36 e 46 anos.
A nota oficial da Prefeitura diz que os casos confirmados estão em tratamento médico, cumprindo isolamento domiciliar e estão sendo acompanhados pela Vigilância Epidemiológica.
O que é
Apesar de levar o nome de “varíola dos macacos”, a transmissão da doença não está relacionada aos macacos.
O nome vem da descoberta inicial do vírus em macacos em um laboratório dinamarquês em 1958. As transmissões do surto atual, que atinge mais de 75 países, foram atribuídas à contaminação de pessoa para pessoa, com contato próximo.
Embora o animal considerado reservatório do vírus seja desconhecido, os principais candidatos são pequenos roedores (como os esquilos) das florestas tropicais da África, principalmente na África Central e Ocidental.
Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também aponta os roedores, como os ratos, como animais suscetíveis a este tipo de varíola.
Transmissão
A principal forma transmissão da varíola dos macacos ocorre por contato direto pessoa a pessoa (pele, secreções) e exposição próxima e prolongada com gotículas e outras secreções respiratórias.
Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infectantes, o que significa que o vírus pode ser transmitido por meio da saliva.
A infecção também pode ocorrer no contato com objetos recentemente contaminados, como roupas, toalhas, roupas de cama, ou objetos como utensílios e pratos.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem:
• Erupções cutânea ou lesões de pele
• Adenomegalia – Linfonodos inchados (ínguas)
• Febre
• Dores no corpo
• Dor de cabeça
• Calafrio
• Fraqueza
Todas as pessoas com sintomas compatíveis de varíola dos macacos devem procurar uma Unidade Básica de Saúde imediatamente e adotar as medidas de isolamento.
O diagnóstico é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. As amostras são direcionadas para oito laboratórios de referência no Brasil.



