Há um mês, a Prefeitura de Franca publicou, no Diário Oficial do Município, edital renomeando 36 diretoras para as escolas públicas do município. Todas vinham exercendo, desde então, cargos de confiança do prefeito Gilson de Souza (DEM) sem receber adicionais salariais por isso.
As diretoras não poderiam receber adicionais, porque foram nomeadas sem serem aprovadas em concurso público para a função. Teoricamente, só estavam exercendo a função em troca do status de diretoras.
Isso ocorreu há um mês das eleições das quais o filho de Gilson, Gilsinho, foi candidato a deputado federal. Todas seriam possíveis cabos eleitorais. Menos de uma semana após a votação e com Gilsinho tendo votação muito aquém do esperado, elas seguem no cargo, mas perderam o status de “diretoras”.
A determinação partiu do secretário de Educação, Edgar Ajax, pelo Diário Oficial de Franca. Curiosamente, o “erro” foi descoberto após a campanha frustrada. Muitos profissionais de educação do município têm se manifestado e afirmam que as diretoras “fake”, como têm sido chamadas, só não assinam documentos que envolvam recursos financeiros, mas têm ascendência sobre os servidores como se fossem realmente diretoras nomeadas.




