O ano de 2016 é decisivo para o clube mais tradicional da cidade, a Francana, pode ser o ressurgimento de um time competitivo ou uma licença temporária dos campeonatos da Federação Paulista. A Feiticeira como é conhecida no interior do Estado, está com uma nova diretoria buscando alternativas para solucionar os diversos problemas do clube, mas devido ao momento em que a economia do país, a situação não é das melhores.

O desafio é grande, já que com o passar dos anos, o futebol do clube não vem conseguindo bons resultados e hoje está na última divisão do Estado, a situação se complica ainda mais, quando se trata da dívida, que pode chegar em R$ 12 milhões.
Projeto, responsabilidade, futebol profissional, categoria de base, dívidas, parcerias com grandes clubes e Profut; são temas da entrevista exclusiva do Jornal da Franca com o presidente do clube, Anderson Pereira Silva, que tem 44 anos é empresário, casado e pai de três filhos, sendo dois homens e uma mulher.
Confira o bate-papo exclusivo com Anderson Silva:
Jornal da Franca – O que a diretoria projeta para a Francana em 2016?
O projeto é reiniciar as categorias de base, a ideia e fazer todo esse processo já nesse ano. Vejo isso como a única saída para a Francana. O sub-13 e sub-15 já foram criados e estão sendo desenvolvidos pelo treinador Maurão, agora a meta e montar o sub-17 e sub-20 com a supervisão do ex. jogador Nikinha.
Jornal da Franca – E o futebol profissional da Francana?
O time profissional foi todo desmantelado, hoje não tem nenhuma base de atletas para jogar. Primeira atitude da nossa diretoria foi realizar um orçamento do campeonato paulista da Segunda Divisão, ele é mais caro que a série A-3. Os salários dos atletas são menores, porém a periocidade do torneio é longo. Hoje custaria entre R$ 80 a R$ 100 mil por mês, até o final do campeonato um total de R$ 800 mil a R$ 1 milhão. Num horizonte próximo, não temos dinheiro para tocar o campeonato, fizemos alguns contatos com empresários locais e devido a crise atual do Brasil, todos afirmaram que hoje é impossível. Por isso partimos para o plano B, buscar parcerias honestas, justas e descentes, diferentes das que passaram por aqui, com clubes de futebol que já tem toda a base montada, até com a comissão técnica.
Jornal da Franca – Seria no estilo da Portuguesa Santista com o Santos?
Seria no mesmo formato, um clube com estrutura pronta; jogadores e comissão técnica. E nós não vamos enxertar atletas de outros empresários no elenco, a ideia é manter tudo do clube parceiro, já que ele gastou dinheiro com esses jogadores e deve usa-los durante o campeonato.
Jornal da Franca – Se a parceria não acontecer a Francana está fora da Segunda Divisão?
Não vejo alternativa, a não ser pedir licenciamento da Federação Paulista de Futebol, até a reestruturação total do clube. A ideia é disputar com atletas nossos de Franca e região na temporada de 2017.
Jornal da Franca – Com essa licença a Francana não pode disputar nenhum torneio da FPF?
Uma vez que você pede licença, todas as categorias ficam paradas. O período é você que determina pode ser até 5 anos afastado, só que cada ano parado fica mais caro para retornar.
Jornal da Franca – Hoje qual é a dívida da Francana?
Nós estamos baseando no levantamento realizado pelo ex-presidente, que tem muitas informações e atualizado com os valores de hoje, temos uma dívida de aproximadamente R$ 12 milhões. O clube tem um ativo, a área que ainda não está toda documentada. O único jeito de pagar a conta é vendando uma parte do ativo e diminuir as dívidas com negociações.
Jornal da Franca – Por que a Francana não entrou no Profut?
Porque tinha um valor definido pelo governo e faltando 10 dias para assinar o acordo, caiu uma nova portaria aumentando três vezes mais esse montante. Porém, o Profut foi prorrogado para clubes menores até fevereiro, a diretoria está estudando alternativas que podem ser melhor do que o próprio Profut.



