Franca
vive um momento delicado em seu cenário político. Em seis meses, a
cidade escolherá seu novo prefeito, mas até agora é impossível
definir quais serão as opções. O atual, Alexandre Ferreira (PSDB),
que seria candidato natural à reeleição, tem diversos problemas
internos e externos para firmar sua candidatura, como a possibilidade
de ter aberto um processo de cassação na Câmara Municipal e a
concorrência dentro do partido de seu padrinho político e
“criador”, o ex-prefeito Sidnei Rocha.
Essa
concorrência, aliás, está praticamente paralisando o cenário.
Somente depois da prévia do PSDB, que será realizada em 30 de
abril, é que será possível conhecer os candidatos à Prefeitura.
Se Alexandre se livrar da cassação e vencer Sidnei, haverá pelo
menos outros quatro candidatos. Isso porque, segundo pesquisas de
intenção de voto, o desempenho do tucano não está bom – ele
chega a aparecer em quinto lugar.
Já
se a vitória for de Sidnei Rocha, existe a possibilidade das
candidaturas se dissiparem diante do clima de “já ganhou” em
torno de seu nome, já que ele lidera as pesquisas até aqui. Até
mesmo sua ameaça mais real, Graciela David, que está empatada
tecnicamente com Sidnei nos levantamentos já realizados, poderia
abrir mão da disputa. Vencer a prévia, se essa tendência se
confirmar, seria um passo largo para o retorno à Prefeitura.
Isso
porque a outra candidatura de peso deve surgir da dobrada entre os
ex-deputados Marco Ubiali e Gilson de Souza. Ambos estão bem
colocados nas pesquisas já realizadas, mas a dobrada não aparenta
ter fôlego para vencer o ex-prefeito sem a divisão de votos que
Graciela pode causar. Além disso, pode haver conflito na hora de
definir quem vai encabeçar a coligação.
Portanto,
é importante que o eleitor acompanhe o desenrolar dos próximos
capítulos da política local, pois deles é que haverá a definição
de quem comandará a cidade pelos próximos quatro – ou oito –
anos.



