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Primeiro bimestre tem queda de 31% nas exportações de calçados: recorde negativo

Segundo associação calçadista é o pior resultado desde 1997 no Brasil

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Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, nos primeiros dois meses do ano, as exportações somaram 18,38 milhões de pares e US$ 169,66 milhões, quedas tanto em volume (31,3%) quanto em receita (22,8%) em relação ao mesmo período do ano passado.

Recortando apenas o mês de fevereiro, as quedas também ocorreram, de 33,4% em volume e de 22,5% em receita na relação com o mês correspondente de 2023.

Considerado o pior resultado para o bimestre em toda a série histórica, iniciada em 1997, o registro acendeu a luz de alerta para o setor calçadista brasileiro.

“Existem instabilidades e processos inflacionários graves nos principais mercados do mundo. É claro que tem impacto. Mas penso que o impacto maior está sendo o retorno de uma China mais agressiva ao mercado, tirando espaços dos seus concorrentes internacionais, principalmente na América Latina”, comenta Ferreira, ressaltando que a América Latina absorve mais de 50% das exportações brasileiras de calçados.

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Argentina

Outro país que contribuiu negativamente para a performance nesse primeiro bimestre foi a Argentina, uma vez que os Estados Unidos, principal destino internacional do calçado brasileiro, vem apresentando quedas cada vez menos significativas.

“A Argentina apresentou, no ano passado, dois semestres consecutivos de elevação na taxa de pobreza, alcançando mais de 40% da população. O impacto da crise argentina é sentida fortemente pelos calçadistas brasileiros”, avalia.