Em
uma ação inusitada, a Polícia Federal prendeu na manhã de hoje o senador Delcídio
do Amaral (PT-MS), líder do Governo no Senado Federal, sob acusação de estar
atrapalhando os trabalhos da Operação Lava Jato. Também foram para a cadeia o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual e o chefe
de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira.
Em
Franca, a repercussão junto ao meio político foi imediata. O presidente do PT
em Franca, Marcial Inácio, afirmou que a atitude de Delcídio foi iniciativa
própria dele e que não houve influência da legenda em suas atitudes. “Não
houve orientação do partido ou de quem quer seja. Ele agiu por ele mesmo”,
afirmou.

Para
o vereador Adérmis Marini, do PSDB, maior rival do PT, a notícia da prisão foi
uma surpresa. “Ficamos estarrecidos em ver um parlamentar, no exercício do
mandato, ser preso. Mas, por outro lado, fico satisfeito de ver a Polícia
Federal e a Justiça estarem atuando com isenção e fazendo um trabalho sério e
correto”, disse o parlamentar, que é suplente de deputado federal por seu
partido.
A
acusação da polícia afirma que Delcídio ofereceu fuga ao ex-diretor da área
internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, para evitar que ele fizesse a
delação premiada e omitisse uma eventual participação do senador em
irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Também
teria oferecido uma “pensão” de R$ 50 mil mensais para ele ficar
calado.
A
prisão do senador é preventiva, ou seja, não tem prazo para terminar. Já a do
banqueiro e do assessor de Delcídio são temporárias, com duração determinada de
30 dias, podendo, nesse período, se pedido à Justiça e deferido, passar também
para preventiva.



