Em menos de um ano de administração, Alexandre Ferreira já tem dois pedidos de Comissão Processante
Um analista do setor político, que entende os bastidores do poder Legislativo, costuma dizer que o prefeito Alexandre Ferreira não precisa de oposição: ele é sua própria oposição.
Quem transita pelo meio político antevia que, cedo ou tarde, o prefeito teria dificuldades. Mas pelo que está acontecendo, as dificuldades começaram cedo demais.
O prefeito nem completou ainda seu primeiro ano de mandato e já tem contra si dois pedidos de abertura de Comissão Processante.
E toda Comissão Processante funciona com um viés político. Além da apuração dos fatos denunciados – o que pode ser feito por qualquer cidadão – sempre existe o humor dos vereadores que decidem, tanto o recebimento como o mérito da denúncia.
Falsos médicos
Foi assim no seu governo passado, quando Alexandre Ferreira respondeu a Comissão Processante dos falsos médicos. Foi salvo, mas penou por vários meses.
Pode-se até admitir que o prefeito tenha boas intenções, mas a execução de suas medidas tem acontecido lentamente ou não tem acontecido.
Por sorte do prefeito, o assunto foi pautado para já e pode acabar esse mês. Se fosse adiado para fevereiro, seria um desgaste atrás do outro, com novos assuntos polêmicos que a administração cria no dia a dia.
Para quem circula pelos bastidores da Câmara de Vereadores, o prefeito demora a ver que:
1) – o melhor relacionamento político é o coloquial, já que tudo pode mudar a todo instante. Ninguém precisa abrir mão de valores, mas conduzir os assuntos com camaradagem e humildade;
2) – seu governo está batendo cabeça e quase nada tem para mostrar de realizado, a não ser lançamentos de programas. As notícias ruins têm predominado sobre as boas.



