Quem já percorreu as estradas do interior paulista
sabe que as paisagens são marcadas por grandes áreas de plantações de cana-de-açúcar.
Por isso, não é surpresa que o Estado concentre, hoje, a maior quantidade de
canaviais do país e seja referência mundial no setor sucroalcooleiro. Além do
etanol e do açúcar, porém, a cana se destaca por ser a matéria-prima da
produção de cachaça.
Atualmente, o Brasil produz cerca de 800 milhões de litros por
ano da bebida. Só o Estado de São Paulo, de acordo com o Instituto Brasileiro
de Cachaça (IBRAC), corresponde a 45% do volume total. Assim, este produto
genuinamente brasileiro tem uma importante participação na economia do país e,
sobretudo, dos produtores paulistas de cana-de-açúcar.
As diversas práticas realizadas nas lavouras interferem
fundamentalmente na produção final da bebida. Pensando nisso, a Unidade de
Pesquisa e Desenvolvimento de Jaú da Agência Paulista de Tecnologia dos
Agronegócios (APTA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e
Abastecimento do Estado, promoveu no final de fevereiro o IV Treinamento
Prático sobre Produção de Cachaça.
O encontro teve palestras relacionadas a boas práticas de
fabricação, cultivares, extração do caldo, fermentação, destilação e aspectos
sensoriais da bebida. “Reconhece-se uma cachaça de boa qualidade quando ela
apresenta cor, sabor, aroma e textura, ou viscosidade, característicos do
processo de fermentação ou da harmonização dos produtos agregados ao processo
de envelhecimento”, ensina Gabriela Aferri, chefe da UPD de Jaú da APTA.




