
Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) promete provocar uma mudança significativa na produção de cafés especiais do Brasil.
Ricardo Minoro Aparecido Obo, Engenheiro Agrônomo na Fazenda Quilombo, é um dos produtores que faz parte do projeto da UFLA com a Sygenta e no último final de semana fez a fermentação do primeiro lote de café.
“A primeira impressão de quando a gente abriu os tambores foi um cheiro de algum tipo de conserva, uma cor amarronzada, achei positivo. Experimentamos alguns grãos e acredito que a qualidade vai ser uniforme e superior”, afirma.
Segundo o produtor e engenheiro agrônomo, a forma como a fermentação é feita chama a atenção porque pode dar chance de uma maior rastreabilidade, aumentando assim as chances de repetir a qualidade na próxima safra.

A primeira fase da pesquisa tem como protocolo ter um mínimo de 20 sacas beneficiadas por cada produtor que participa do projeto.
Na fazenda de Ricardo, neste momento, a fermentação foi feita em 50 tambores de 200 litros cada. O grão agora está em processo de secagem. Em seguida, o café deve ser encaminhado para avaliação de pontuação.
Segundo a pesquisadora Roseane Schaw, nesta fase da pesquisa a expectativa é que seja feita em 2020 uma grande expansão das leveduras pelas fazendas do Brasil.
E que, com o resultados deste ano, sejam feitas novas análises mais sofisticadas, que têm como objetivo desenhar os perfis aromáticos de cada café, de cada uma das fazendas.



