Representantes das entidades de produtores que integravam o Conselho dos Produtores e Exportadores de Suco de Laranja (Consecitrus) lamentaram a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de reprovar o funcionamento do órgão, por causa do impasse entre citricultores e indústria na elaboração do estatuto da entidade.
Criado em 2012, o Consecitrus teve a autorização para funcionar aprovada em fevereiro de 2014 pelo Cade. O órgão impôs cinco etapas para a efetiva constituição do conselho e um tempo para que cada uma delas fosse cumprida, o que não ocorreu por conta da discordância entre os dois lados.
Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Fábio Meirelles, a decisão do Cade é “um triste desfecho para os citricultores, que vislumbraram na entidade a ser criada uma via de soluções para os graves problemas que assolam o setor, boa parte deles relacionada à elevada concentração de mercado e verticalização por parte das indústrias produtoras de suco de laranja”.
Meirelles relatou que “a reprovação deve ser creditada à intransigência da CitrusBR (Associação Nacional do Exportadores de Sucos Cítricos), que se recusou a cumprir na integralidade a decisão do Cade, especificamente no que tange à discussão do tema verticalização”, no estatuto do Consecitrus. Segundo o presidente da Faesp, a entidade buscará junto ao Cade uma alternativa ao Consecitrus.




