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PROFISSIONAIS ÊMICOS, FÁGICOS, NÃO PROFISSIONAIS E PROFISSIONAIS VAZIOS

Há CRIATIVIDADE onde nem se imagina

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A estratégia êmica, no conceito de Levi Strauss, consiste na separação espacial, acesso seletivo e a fágica na anulação ou aniquilação da alteridade.

É como olhar para o clube das quintas, fechado só para amigos e classificar como êmico, ou seja, ali quase todos tem quase os mesmos objetivos.

Fagismo consiste em querer o outro igual a si mesmo.

Estes dois conceitos são utilizados pela filosofia pra falar de espaço/lugar e hoje, atrevidamente os transponho aos profissionais, sem intenção alguma de enquadrá-los em uma categoria e ponto, mas de refletir para onde podemos ir se pensarmos com mais liberdade.

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Desta, O PROFISSIONAL ÊMICO seria aquele que concentra nele empresas e pessoas sedentas por consumo. Seria àquele capaz de gerar resultados astronômicos, impecável, que faz os CEOS sentirem-se longe da rotina infernal pautada por metas. Eles o compram por alto investimento e confiam nele grande parte dos resultados. Fica aqui uma suspeita: os milionários consomem os resultados gerados por este profissional fantástico. Até quando – agora falamos de tempo – ele pode suportar isso? Até quando a equipe se influenciará e irá admirá-lo ao colecionar suas falhas?

O PROFISSIONAL FÁGICO é bem narcisista, bem “nazista”. Excedamos o sentido de maldade e falha e pensemos no seu desejo de tornou ou outro como a si mesmo. Aquele que restringe a norma ou não o segue é aniquilado a não ser que se torne como ele. Este é o principal tipo de movimento encontrado no mundo inteiro que visa além de estilo profissional, partidarismo, religião, guerras, política, etc. Na pior das hipóteses ele quer que as empresas se adequem aos seus ideais, emancipem o mercado e toda hierarquia das decisões.

O NÃO PROFISSIONAL é aquele que talvez, pela sua excedente movimentação no mercado, não fez história ou demonstra-se capaz de agregar grandes avanços à organização por sua instabilidade ou pela impressão de instabilidade que passa. Pode morar neste estilo um dos profissionais mais cobiçados do futuro. Talvez ele precisará apenas concentrar-se em alguma ideia ou ideias. Em função disso tornar-se-á referência naquilo em que se aprofundou e todos os caminhos inconstantes que o levaram até ali solto, talvez seja o principal encontro da ordem meio a uma estratégia caótica.

O PROFISSIONAL VAZIO é evitado, por preconceito ou não, empresas ou pessoas se não o conhecem ou acabaram se esquecendo dele. Por falta de contato, por ser evitado pela maioria, por oferecer risco e consequentemente estimular o desejo de distância, etc. Ele está fora do mapa.  

E não são apenas profissionais. Sua essência abriga-se em sua humanidade. São pessoas.

Em resumo e respectivamente: Abraçam o mundo, obrigam o mundo, andam pelo mundo ou vivem paralelamente irrelevantemente.

E se abríssemos um pouco mão da vaidade, da arrogância talvez encontremos vidas inestimáveis em terrenos nunca esperados. Há sim vida nos “desprotocolados”, inclassificados. Há vida no gueto evitado, nos sem currículo, no “desrotulados”. Há muita criatividade onde não se procura por puro preconceito, vaidade e arrogância. Por apego a regra, ao recomendado, ao falido repetido. 

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região