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​Projeto que cria cargos na Prefeitura gera polêmica, mas deverá ser aprovado

Falhas do projeto são criticadas por vereadores, que podem aprovar cargos, mas rejeitar novas secretarias

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O projeto de lei que será votado nesta terça-feira na Câmara dos Vereadores para regularizar os cargos comissionados de Franca causou muitos debates no período da manhã.

A oposição, apoiada pelo presidente do sindicato dos Servidores Municipais de Franca, Fernando Nascimento, ressaltou os trechos confusos e impopulares do projeto, como o desequilíbrio entre servidores nomeados por função gratificada e pessoas nomeadas de fora do serviço público.

Outro ponto que foi muito criticado é o de criação de novas secretarias. Serão duas pastas: Assuntos Estratégicos e Esportes, Arte e Cultura. Vários pontos foram alvo de uma minuta de parecer pelo Departamento Jurídico do próprio Poder Legislativo.

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“Eu vou votar contra. Sou contra tantos cargos comissionados, contra a criação de novas secretarias e de mais despesas para que a população pague a conta. Acho que a Prefeitura se aproveitou do problema judicial para criar secretarias e cargos”, disse o vereador Adermis Marini (PSDB).

O presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS), afirmou que fica intrigado com o discurso afinado da base governista com o projeto de lei. “Tanto questionam sobre os problemas jurídicos desta gestão, mas o prefeito tem o poder da caneta. Por que ele não resolve”, questionou.

O secretário de Recursos Humanos, Alberto Donha, foi à tribuna para tentar explicar, mas vários pontos ficaram em aberto. Um deles foi o questionamento de Fernando Nascimento. “Não entendo por que tirar a comissão de licitações da Secretaria de Finanças e colocar vinculado a essa nova pasta”, disse o sindicalista.

A expectativa é que a matéria com a criação de cargos seja aprovada com pelo menos nove votos favoráveis. O único revés possível é que o trecho que cria as novas secretarias seja votado em separado e rejeitado.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região