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​PSDB estuda fechar questão sobre oposição ao prefeito Gilson de Souza

Votos favoráveis ao Poder Executivo têm preocupado lideranças dos tucanos, que devem pressionar

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Lideranças tucanas podem determinar que o PSDB feche questão nas votações de projetos polêmicos ou de grande relevância do prefeito Gilson de Souza (DEM) na Câmara.

Membros influentes do partido confirmam que o posicionamento de parte da bancada, que tem votado frequentemente nos projetos do Poder Executivo, incomoda os caciques da cidade. 

O assunto será decidido hoje (20) em uma reunião no diretório local, segundo confirmação do presidente do partido, Wagner Artiaga.

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Motivos para fazer oposição não faltam aos vereadores do PSDB. Além de ter perdido a última eleição municipal para Gilson, com o então candidato Sidnei Rocha, o partido está trabalhando para ter novamente candidatura própria no próximo pleito, em 2020, e o atual prefeito é um potencial candidato e adversário.

Caciques do partido, como o próprio Sidnei Rocha, e o deputado Roberto Engler, rival histórico de Gilson, têm interesse em manter o conceito que o partido conseguiu durante os 12 anos na administração da cidade.

Caso o PSDB feche questão, Donizete Mercúrio e Tony Hill terão de aderir ao voto de bancada, seja ele “sim” ou “não”. 

Caso contrário, se votarem ignorando a decisão do partido, poderão ficar sujeitos a penalidades, que vão de advertências à expulsão por infidelidade. A expulsão do partido por infidelidade implica na perda do mandato legislativo.

Os outros vereadores tucanos, Adermis Marini e Kaká, estão tranquilos quanto à possível interferência do partido, pois desde o início do mandato de Gilson se posicionam de maneira crítica quanto à sua forma de administrar a cidade em determinados pontos.

O caso mais recente foi a aprovação em primeira votação do projeto de Gilson sobre os cargos comissionados e a criação de três novas secretarias. 

Tony e Donizete voltaram com o governo, o que foi fundamental para a aprovação no projeto.

Caso o partido feche questão, o prefeito ainda deverá conseguir aprovar o projeto em segunda votação na sexta-feira, mas será acesa a luz de alerta em relação as próximas votações polêmicas no Poder Legislativo.

Cesar Colleti

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