Os três policiais civis presos na manhã desta quarta-feira (31) em Pitangueiras (SP) na Operação Quebrando a Banca são suspeitos de facilitar a ação do jogo do bicho comandada por uma organização criminosa na região de Ituverava (SP). Segundo o promotor Rafael Piola, do Grupo de Atuações Especiais de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, eles receberiam propina em troca de informações confidenciais.
“Pudemos detectar que agentes públicos acabaram se corrompendo por essa organização criminosa e eles recebiam vantagens indevidas. Eles passavam informações sigilosas de operações policiais, evitavam cumprir ordens superiores de outros policiais para investigar essa organização criminosa”, afirma.
Os valores repassados aos policiais, no entanto, ainda são alvos de investigação. Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados. Eles foram levados à sede da Corregedoria em Ribeirão Preto (SP), onde prestaram depoimento, e deverão ser encaminhados a um presídio da polícia em São Paulo (SP).
Outras dez pessoas foram presas temporariamente pela força-tarefa entre o Gaeco de Franca (SP), a Corregedoria da Polícia Civil e o Departamento de Polícia Judiciária São Paulo Interior (Deinter-3).




