O pleno desenvolvimento de uma criança decorre de uma série de fatores. Um deles é uma rotina adequada que envolva estudo, atividades de lazer, auxílio nas tarefas domésticas e, principalmente, um tempo de convivência com os pais.
O problema é que muitos pais se perdem um pouco na dose desse tempo. No anseio de tentar compensar o período em que ficam longe dos filhos – no caso dos pais que trabalham fora o dia todo, por exemplo – alguns pais se esforçam para passar uma maior quantidade de tempo com as crianças, mas nem sempre se atentam à qualidade desse tempo.
Quando o tempo em família é vivido pelos pais com desatenção e falta de exclusividade, os filhos crescem mais inseguros e têm dificuldade de amadurecer. Em muitos lares, essa espécie de compensação que, de certa forma, alivia a consciência de pais ausentes, também vem disfarçada de presentes, excesso de zelo e permissividade, fazendo com que essas crianças se tornem também excessivamente mimadas.
Definitivamente, não é disso que as crianças precisam. Lucinéia Percigili, mãe, professora e diretora de uma escola da rede municipal em Curitiba, atua no ensino público há 26 anos e, por conhecer a realidade de muitas crianças, afirma o quanto é essencial que o momento em que toda a família está reunida em casa seja bem aproveitado, mesmo sendo curto.




