quinta-feira, 18 jun 2026 ☀ Franca/SP 22°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Quanto maior a idade, menor a utilização do Pix, mostra pesquisa do Banco Central

O Pix como meio de cobrança de contas de água ou luz pode estimular o uso maior do sistema de pagamentos pelos mais velhos.

Compartilhar

Fazer um Pix caiu no gosto do brasileiro, e a penetração da nova forma de pagamentos instantâneos superou todas as expectativas do Banco Central desde que foi lançado, em novembro de 2020.

Apesar do sucesso, o sistema vem encontrando dificuldade para encontrar seu lugar no coração dos mais velhos.

Dados do BC mostram que o público com 60 anos ou mais responde por somente 3,8% das transações via Pix no Brasil, e esse cenário não representa uma melhora em relação ao ano passado.

Pelo contrário: quando o sistema foi lançado, esse percentual era de 4,1%.

Continua depois da publicidade

Em um país em processo de envelhecimento, essa população já representa 17,9% dos brasileiros, segundo estudo recente do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Ou seja, a representatividade dos idosos na tecnologia bancária ainda está muito distante da realidade.

Especialistas em tecnologia bancária apontam que a baixa familiaridade dos mais velhos com o Pix começa na pouca intimidade com o smartphone.

O Pix é dos “novinhos”?

Os números do BC mostram com clareza que, com exceção de que tem até 19 anos (faixa etária que não possui renda ou tem renda menor), o percentual de uso do Pix vai se reduzindo de acordo com a idade, com o grosso do uso entre os “novinhos”.

Segundo notícia do portal 6 Minutos, a faixa entre 20 e 29 anos responde por 34,6% do total, e aqueles entre 30 e 39 anos por 31,79% dos Pix feitos em julho, último dado disponível.

Já quem tem 40 a 49 anos realizou 18% das transações, e a população com 50 anos ou mais, somente 7,9% das transações.

Não por acaso, os millennials — de 25 a 34 anos — descobriram recentemente que pagar boletos, ou fazer os clássicos TED e DOC, é coisa de velho. Hábitos como esse foram tachados pelos jovens de 18 a 24 anos (a chamada Geração Z) como sendo “cringe” (expressão em inglês para vergonhoso).