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Quase 30% dos brasileiros usaram nome de amigos e familiares para compras em 2021

Falta de crédito ou de uma reserva de emergência são as principais razões apontadas por quem precisou recorrer a terceiros

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Worried young woman in eyeglasses sitting on sofa with paper letter in hand and looking with confusion on laptop screen. Female taxpayer with overdue tax returns shocked because of financial penalties
Sem reservas para emergências, brasileiros precisam recorrer a ajuda de terceiros

 

Uma pesquisa mostra que 29% dos brasileiros usaram nomes de amigos e familiares nos últimos doze meses para fazer compras.

É o que aponta um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Sebrae.

A falta de crédito ou de uma reserva de emergência são as principais razões apontadas por quem precisou recorrer a terceiros.

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Segundo o levantamento, 23% dos entrevistados elencaram o CPF negativado e o limite de cheque ou cartão estourado como as causas.

A maioria das pessoas, 23%, ajuda terceiros emprestando o cartão de crédito, depois, a forma mais comum é o empréstimo de cartões de lojas (4%).

E na escolha de a quem buscar para uma emergência financeira, 23% pediram aos pais, 21% aos cônjuges, 20% a outros familiares, 17% aos irmãos e 14% aos amigos.

O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, José César da Costa, alerta que é preciso refletir sobre a responsabilidade de liberar o nome para um conhecido.

“Pode ser difícil dizer não a um amigo ou familiar, principalmente quando se alega dificuldades financeiras, mas é possível ajudar indicando a renegociação de dívidas, a reorganização das finanças ou mesmo sugerindo a venda de algum bem. O artifício do empréstimo de nome pode gerar transtornos para ambas as partes, trazendo danos financeiros, emocionais e até mesmo abalando relações de amizade e parentesco”, destaca.

A pesquisa da CNDL em parceria com o Sebrae ainda mostra que os argumentos mais usados por quem precisa pegar um nome emprestado é fazer compras em supermercados (19%), quitar uma dívida (15%), necessidade de comprar roupas, calçados e acessórios (14%), comprar itens para os filhos (11%), reformar a casa (10%) e comprar presentes para uma data especial (8%).

De acordo com o levantamento, 87% dos consumidores disseram que pagaram parcelas em dia das compras realizadas em nome de terceiros. Já 16% deixaram atrasar pelo menos uma parcela.

“Quem empresta o nome precisa entender a real necessidade do outro lado. Muitas vezes, a melhor ajuda é orientar esse amigo ou familiar a dar prioridade para o pagamento de dívidas em vez de estimular que a pessoa assuma mais compromissos, sem saber se ela terá condições de arcar com o pagamento”, orienta o presidente da CNDL, José César da Costa.

Um possível efeito é a negativação da pessoa que emprestou o nome, situação mencionada por 12% das pessoas que atrasaram os pagamentos.

Já para quem recorre à prática, a consequência é diferente. Pelo menos 30% delas relataram que estão sendo cobradas por quem liberou o CPF.

Devido às complicações que a prática pode causar, 60% das pessoas entrevistadas disseram que preferem não liberar o nome para conhecidos.

*Fonte: CNN Business