Prefeitos estão demitindo funcionários nos quatro cantos da região porque a arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) despencou 20% em relação ao ano passado.
E o dinheiro da repatriação, ficou em 5% do que foi praticado no fim do ano, muito abaixo das expectativas. Os prefeitos não têm outro jeito. O limite de gasto com pessoal imposto pela lei estourou.
Ou eles apertam o cinto ou vão morrer. É ruim, é frustrante demitir em tempo de crise, mas ou demite ou as contas vão ser rejeitadas, essa é a regra, diz um dos prefeitos da região que pegou o município com a folha inchada e as finanças baleadas.
Em suma, a crise está batendo pesado nos municípios. E nada indica que vai melhorar, muito pelo contrário.
No pacote em que anunciou a ampliação do rombo das finanças federais para R$ 159 bilhões, ou R$ 20 bilhões a mais que o previsto, o governo já anunciou que vai ampliar os cortes nos repasses para Estados e Municípios.
Ou seja, o que já é ruim, vai ficar pior. Com um detalhe para os prefeitos: a previsão de melhora é para 2021, depois que terminarem os atuais mandatos
O que equivale a dizer que muitos prefeitos serão detonados nas urnas de 2020.



