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Quem tem medo da sexta-feira 13? Ou você não se lembrou do Dia do Azar?

E se ontem, véspera do Dia do Azar, algum sortudo tivesse ganho os R$ 80 milhões da mega sena?

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Máscara de Jason Voorhees, personagem do terro trash,

​Já atravessamos quase meio dia da sexta-feira 13 e talvez você nem tenha percebido que hoje, antigamente, era conhecido como “Dia do Azar”. Esta, como muitas outras tradições foram se perdendo com o passar do tempo. 

Assim foi com o Dia de Finados. As pessoas não gargalhavam, não falavam alto nem ligavam o rádio ou ouviam música em respeito ao mortos. Igualmente issto aconteceu na Paixão de Cristo e outras datas que lembram mortes de santos ou simples mortais.

Com a perda da tradição do medo danado da Sexta-Feira 13 (lembrando sempre de personagens como Jason Voorhees, Freddy Krueger e tantos outros) as pessoas nem se lembram que hoje é Dia de Azar. 

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Ficamos pensando, e se ontem, véspera do Dia do Azar, algum sortudo tivesse ganho os R$ 80 milhões da mega sena (que ninguém acertou e acumulou de novo)? Como ele encarou as sextas-feiras 13 anteriores, e como encararia a de hoje? 

ORIGEM

Tudo indica que essa crendice vem de duas lendas da mitologia nórdica. De acordo com a primeira delas, houve, no Valhalla – a morada celestial das divindades -, um banquete para 12 convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga em que morreu Balder, o favorito dos deuses. 

Instituiu-se, então, a superstição de que convidar 13 pessoas para jantar era desgraça na certa e esse número ficou marcado como símbolo do azar. 

A segunda lenda é protagonizada pela deusa do amor e da beleza, Friga, cujo nome deu origem às palavras friadagr e friday, “sexta-feira” em escandinavo e inglês. 

Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a personagem foi transformada em uma bruxa exilada no alto de uma montanha.

Para se vingar, Friga passou a reunir-se, todas as sextas-feiras, com outras 11 feiticeiras, mais o próprio Satanás, num total de 13 participantes, para rogar pragas sobre a humanidade. 

Da Escandinávia, a superstição espalhou-se por toda a Europa, reforçada pelo relato bíblico da Última Ceia, quando havia 13 pessoas à mesa, na véspera da crucificação de Cristo – que aconteceu numa sexta-feira. 

No Antigo Testamento judaico, inclusive, a sexta-feira já era um dia problemático desde os primeiros seres humanos. Eva teria oferecido a maçã a Adão numa sexta-feira e o grande dilúvio teria começado no mesmo dia da semana.

Cesar Colleti

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