O início de um novo ano costuma vir acompanhado de listas de metas e resoluções. No entanto, a expectativa de mudança total logo em janeiro pode gerar ansiedade, frustração e abandono precoce dos objetivos.
Recomeçar o ano não significa zerar a própria história, mas dar continuidade ao que já existe de forma mais consciente e possível.
“A ideia de que o ano começa do zero cria uma pressão desnecessária. As pessoas entram em janeiro já se sentindo atrasadas por não estarem motivadas ou produtivas o suficiente”, afirma Danielle Admoni, psiquiatra da infância e adolescência, supervisora na residência de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).
Metas muito amplas ou rígidas tendem a se transformar em fonte de sofrimento emocional. Quando as resoluções não consideram o contexto real da vida da pessoa — rotina, cansaço acumulado, responsabilidades —, elas rapidamente viram cobrança, culpa e sensação de fracasso.




