Sabe quando você está ouvindo
uma música da Marília Mendonça e automaticamente o YouTube recomenda outras
canções de sertanejo? Ou quando está vendo La Casa de Papel e o Netflix
recomenda séries de crimes porque você estava assistindo uma parecida? O histórico
dos usuários nas plataformas serve como guia nessas recomendações através de
inteligência artificial. A novidade é que a ferramenta começa a ser aplicada
nos processos seletivos de empresas.
Empresas recrutadoras estão
confrontando os dados enviados pelos usuários com o perfil de funcionário que
seus clientes, grandes empresas, estão buscando. O objetivo é ser mais
assertivo no “match” entre candidato/vaga. Além disso, a ideia é recomendar
oportunidades condizentes com o perfil do candidato, com base no que ele
informa ao sistema. “Na prática é traçar melhor as informações que já tínhamos
acesso. Tê-las de forma tratada para uma inteligência analisar é a grande
mudança”, percebe Ricardo Basaglia, diretor-executivo da Page Personnel,
consultoria global de recrutamento.
A 99 Jobs já usa inteligência
artificial para sugerir vagas para candidatos que tenham o perfil procurado e
aderência cultural com a empresa que vai contratar. “O ponto aqui não é atrair
quantidade de candidatos, mas sim qualidade”, afirma Guto Sato, especialista na
área de crescimento da empresa. A 99 Jobs registrou mais de 2 milhões de
usuários no primeiro trimestre de 2018.
A empresa está fazendo testes
para incrementar essa tecnologia em sua plataforma desde julho de 2017. A
equipe percebeu que a ferramenta estava funcionando bem, quando os usuários se
inscreviam para as vagas sugeridas. “Se por algum motivo ele começar a
sugerir oportunidades que você não se engaje, ele vai se ajustando até achar
àquilo que faça mais sentido para o usuário. Essa é a beleza da inteligência
artificial”, afirma Sato.




