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Recuo no repasse para a Acif expõe e desgasta base de Alexandre na Câmara

Vereadores aliados dizem que aprovaram verba de R$ 70 mil proposta por Alexandre e foram criticados “por nada” 

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Câmara de Franca
Câmara de Franca

Vereadores aliados dizem que aprovaram verba de R$ 70 mil proposta por Alexandre e foram criticados “por nada”

Algumas votações na Câmara geram críticas aos vereadores, isso faz parte do processo legislativo. Um “sim” ou um “não”, geralmente, agrada uma parcela da população e desagrada outra.

Mas há alguns casos diferenciados. Em um, especificamente, um grupo de sete vereadores “apanhou” duas vezes por conta de uma só votação.

Trata-se do projeto do prefeito Alexandre Ferreira solicitando autorização da Câmara para repassar para a ACIF um valor de R$ 70 mil para a realização de um ciclo de palestras com o tema “Cidades Criativas”.

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Seis vereadores votaram contra: Lindsay Cardoso, Marcelo Tidy, Gilson Pelizaro, Daniel Bassi, Della Motta e Zezinho Cabeleireiro. Apontaram como motivação o plano de trabalho da entidade e discordaram dos valores.

Por sua vez, Lurdinha Granzotte, Kaká, Pastor Palamoni, Donizete da Farmácia, Luiz Amaral, Carlinho Petrópolis e Ilton Ferreira foram favoráveis ao repasse de recursos à Acif.

Cumpriram com seu papel de base e defenderam, com o voto, o projeto do prefeito Alexandre Ferreira. Foram criticados por isso, pela imprensa e na internet. E aguentaram o tranco, diga-se de passagem.

Reviravolta

A questão é que o tom de críticas foi se elevando em razão de alguns gastos previstos, como R$ 36 mil para “cafezinho” e, por fim, Acif e Prefeitura desistiram do subsídio.

De pronto, os vereadores que se desgastaram com a votação do projeto ficaram indignados. Para eles, o recuo das partes expôs, uma segunda vez, o Poder Legislativo.

“Estão me perguntando como eu voto em um projeto que não era necessário, tanto que voltaram atrás. A gente perde em credibilidade quando acontece uma coisa assim”, afirmou um vereador.

A alegação para que houvesse a desistência é que teria surgido patrocínio de empresas privadas, o que dispensaria a ajuda do poder público. “Então o ideal é que tivessem buscado esses patrocínios antes de apresentar o projeto”, completou o parlamentar.