
As redes sociais não trouxeram apenas maior interatividade entre aqueles que estão distantes fisicamente. Perfis no Facebook, Twitter e afins estão tão íntimos do dia a dia que se tornaram refúgios para o luto trazido pela distância da morte. E, com eles, as formas de lidar com essa dor também se transformaram.
Sociólogas da Universidade de Washington estudaram a maneira como os usuários interagem nas redes sociais com os perfis de pessoas que já morreram. Elas concluíram que essas plataformas ampliaram os círculos em que o luto transcorre, criando um espaço antes inexistente, no qual ocorre um debate entre pessoas que nem conhecem o falecido.
Para a psicóloga Kenia Granado Oliveira, esse fenômeno pode ser considerado normal, uma vez que, permanentemente conectadas partilhando sentimentos, momentos e fotografias, é natural que as pessoas compartilhem a perda, seja de um ente querido ou um animal de estimação. “Expressar a dor nesta plataforma digital permite ao usuário receber mensagens de apoio em um momento tão delicado. No entanto, essa nova representação do luto não torna as condolências menos sinceras, porém distancia o calor transmitido quando ditas pessoalmente”, diz.




