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Região não se mobiliza e Posto do IBAMA que atende 84 cidades pode fechar

Prefeitos e entidades de Franca não se mobilizam e Posto do Ibama corre sério risco

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Eliana Viesi Velocci Ramia responsável pela base de Ribeirão Preto

Sem grande mobilização de lideranças, mas com a representatividade do Prefeito de Patrocínio Paulista, Marcos Ferreira, e do deputado de Ribeirão Preto, Welson Gasparini (PSDB), ainda se tenta impedir o fechamento da Base Avançada do IBAMA que é sediado em Ribeirão, mas que abrange seus serviços de preservação ambiental em 84 municípios também da região de Franca.

A prova de que Franca e demais cidades não estão muito interessadas na questão é que reunião realizada na semana passada na Base Avançada do Ibama de Ribeirão Preto, só apareceram o prefeito de Patrocínio Paulista, Marcos Ferreira, também vice-presidente do CBH Sapucaí MirimGrande e o especialista em gestão ambiental, Célio Bertelli (representando a UNI-Facef Franca). Nenhum prefeito – inclusive Alexandre Ferreira, de Franca, e nenhum vereador, seja de Franca ou da região, compareceram ao encontro. 

 A base regional do IBAMA existe há cerca de 25 anos e está sob o comando de Eliana Velocci há 20 anos, tendo um efetivo trabalho em prol da preservação, da melhoria e da recuperação da qualidade ambiental, buscando assegurar o desenvolvimento econômico, com o uso sustentável dos recursos naturais. 

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No encontro – que foi agendado pelo deputado Gasparini -, participaram, entre outros, Hugo Américo Rubert Schaedier (representando a presidente do Ibama Marilene Ramos), Murilo Reple Penteado Rocha (superintendente do Ibama/Supes/SP) e  Eliana Viesi Velocci Ramia (responsável pela Base Avançada de Ribeirão Preto)

Gilmar

Aeroporto 

O Ibama em Brasília determinou às superintendências estaduais que o planejamento para 2016 prio­rizasse unidades localizadas junto a portos, aeroportos, colônias de pescadores e comunidades indí­genas e quilombolas. 

E a chance do escritório de Ribeirão Preto se salvar é exatamente a inaugura­ção em breve do terminal inter­nacional de cargas da Tead, no aeroporto Leite Lopes.

A Tead inclusive enviou uma carta ao escritório local do Ibama, indagando quais as ne­cessidades do órgão para a ins­talação de sua base no terminal. 

E é com essa argumentação que a direção do Ibama de Ribeirão Preto espera evitar o fechamen­to.

Além de não gerar gastos com aluguel (sede atual é na rua Álvares Cabral, 576, segundo andar), a unidade estaria localizada junto ao aeroporto, uma das prioridades elencadas pelo Ibama em Brasília.

Não estão sob risco de fecha­mento os escritórios do Ibama em Santos (porto), Caraguata­tuba (porto/pesca), Guarulhos (aeroporto), Campinas (aero­porto). Já no interior, das quatro unidades existentes (São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Bau­ru e Assis), uma delas já teve o destino selado – a de Assis vai fechar, a exemplo do que ocor­reu em 2014 com o escritório de Araçatuba. No caso de Assis, a desativação foi definida há dois anos, acordada com os funcio­nários – a maioria deles preten­dia se aposentar nesse período.

Caso os rumores do fe­chamento das unidades de Ribeirão Preto e Bauru se con­firmem, os funcionários (oito em Ribeirão) e o atendimento devem ser transferidos para o escritório de São José do Rio Preto – o único que não estaria sob risco de ser desativado.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região