A relação entre a maioria dos vereadores com o prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (PSDB), não vem bem desde abril, quando foi aberta uma Comissão Processante na Câmara Municipal, com 12 votos favoráveis que pode atá cassar o seu mandato.
As reuniões de Alexandre, que chegaram a juntar até 13 vereadores no gabinete do prefeito no Paço Municipal, deixaram de ser realizadas. Estão restritas a dois ou três parlamentares e acontecem de forma rápida e esporádica.
Normalmente, envolvem Vergara (PSB) ou Laercinho (PMDB). Donizete da Farmácia (PSDB) também tem livre acesso ao prefeito, mas os encontros não são tão comuns quanto com os outros dois.
Mas nos últimos dias, o clima piorou. Um exemplo disso foi a visita recente do vice-governador do Estado de São Paulo, Márcio Franca, à cidade, para participar de um evento de exportações representando o governador Geraldo Alckmin.
Apesar de estar no mesmo ambiente, Alexandre ignorou Franca nos bastidores do evento, assim como a maioria dos vereadores presentes. Alguns receberam um rápido aceno de cabeça. Quem tentou se aproximar, foi repelido rapidamente.
“Ele está conquistando, cada vez mais, a antipatia dos vereadores, assim como de grande parcela da população”, disse um dos vereadores, que já disse que votará favorável à cassação quando esta for apresentada em plenário.
A Comissão Processante apura crimes de responsabilidade e contra a Lei de Licitações na contratação e manutenção do ICV (Instituto Ciências da Vida) na gestão dos atendimentos dos prontos-socorros municipais, no ano passado e em 2014, período em que vários problemas aconteceram, como a contratação de médicos falsos.



