
Os amantes da arte podem observar que há algo comum acontecendo com diversos movimentos: o resgate do passado nunca foi tão valorizado. As produções antigas estão ganhando uma nova roupagem e agora são casadas com opções modernas, que conquistam cada vez mais espaço na mídia, na moda e na arquitetura. Uma dessas novas tendências são os ladrilhos hidráulicos, tacos de madeira, azulejos antigos, cobogós – estruturas vazadas utilizadas na construção de paredes perfuradas que permitam a passagem de claridade e ventilação dosadas -, cimento queimado, cacos cerâmicos e pastilhas. Exemplos de elementos “das antigas”, esses materiais permanecem como boas opções para o acabamento de ambientes internos e externos. “Embora todos esses ‘veteranos’ sejam alternativas estéticas, cada um tem uma funcionalidade específica, que requer um estudo segundo o programa construtivo-decorativo de determinado ambiente. Por conta disso, é importante avaliar sempre as necessidades do espaço que irá receber cada revestimento em questão”, diz a designer de interiores Maíra Bortolato Silva.
Ela explica que dois ou mais desses materiais podem ser misturados em um único ambiente, no entanto, os cuidados com as padronagens e texturas devem ser ainda maiores, a fim de que o arranjo fique harmonioso, sem uma aparência caricata. “Por exemplo, numa cozinha, o cobogó pode ser aplicado na entrada do cômodo para proporcionar privacidade e/ou disfarçar a lateral da geladeira, enquanto o ladrilho hidráulico instalado na parede acima da bancada da pia, dá frescor à decoração”, observa Maíra.




