
Ela é pequena e seu formato lembra o de uma borboleta. Muitas pessoas sequer sabem para que ela serve, mas não se engane: o tamanho ou a falta de conhecimento sobre esta glândula é desproporcional à sua importância. Além de ser uma das maiores glândulas do corpo – tem em média, de 15g a 25g, a tireoide é responsável por controlar órgãos vitais, como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. A glândula interfere ainda no crescimento infantil, no ciclo menstrual, na fertilidade, no peso, na memória, no humor…
Por isso, uma queda brusca nas reservas de energia, um cansaço implacável, o intestino que resolve travar, inchaços nas pernas e sem falar nos ponteiros da balança que custam baixar, estes podem ser os sinais de que a tireoide está em marcha lenta. “A pequena glândula endócrina, em formato de borboleta e localizada na parte anterior do pescoço, no famoso gogó, é responsável pela produção dos hormônios T3 e T4, que regulam o metabolismo”, completa a nutricionista Bruna de Souza.
Segundo ela, o segredo para o bom funcionamento da tireoide pode estar no prato. Isto porque o principal nutriente para isso é o iodo, uma vez que a glândula utiliza este mineral – que pode ser ingerido na dieta – para produção dos hormônios. “Uma dieta adequada fornece cerca de 150 microgramas de iodo por dia, quantidade suficiente para uma adequada fabricação de T3 e T3”, diz. Fonte riquíssima de iodo, as algas marinhas oferecem uma quantidade considerável de selênio, nutrientes fundamentais para a produção de hormônios pela tireoide. Mas não exagere no consumo. “Como o sal já é rico em iodo, a ingestão reforçada desse alimento deve ser feita apenas por quem apresenta deficiência desse elemento. Isto porque, o excesso de iodo pode levar ao hipotireoidismo, que é a baixa produção de hormônios pela tireoide”, alerta.




