O aumento mundial do consumo somado à queda de produtividade das lavouras de cacau (também no Brasil) poderá causar a escassez do produto em 4 anos? Alguns especialistas indicam uma saída para o caos…
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| Chocalipse (o apocalipse do chocolate) é o alerta da revista Veja |
Segundo informa reportagem especial de Luiza Donatelli na polêmica revista Veja desta semana nem bem termina a Páscoa (o ápice de consumo do chocolate no Brasil) a estimativa é que até por volta de 2020 a demanda mundial de cacau ultrapassará a produção. Se essa situação se concretizar, as barras de chocolate deverão encarecer 60% e os ovos de Páscoa, que já são muito mais caros que os tabletes, por causa do formato, deverão acompanhar a alta. A principal razão para o chocalipse é econômica. Até há alguns anos, o chocolate era um artigo de luxo nos mercados emergentes, raro e caro. Agora, com um consumo popularizado, a demanda subiu de modo expressivo. Em paralelo a esse aumento, as plantações de cacau sofrem pesadamente com a proliferação de pragas, com efeitos das mudanças climáticas e lances negativos de uso de mão de obra infantil em cacaueiros africanos. Confira a seguir aqui neste blog da ecologia e da cidadania mais detalhes desta informação tão azeda como inesperada após uma euforia no mercado de consumo na Páscoa agora.
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| No Brasil cacau tem outros problemas além do aumento da demanda mundial |
Day After do chocolate? Há quem conteste que haverá mesmo um Chocalipse
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| Logo após a Páscoa esta notícia choca os chocólatras de todo mundo…. |
Fazendeiros e produtores de chocolate são unânimes em prever que a crise já à vista no horizonte será avassaladora. De acordo com a americana Mars, dona de marcas famosas como M&Ms, o déficit de cacau será de 1 milhão de toneladas até 2020. A raiz da escassez é o aumento do consumo na China e na Índia, países que, juntos, reúnem 36% da população mundial. Originalmente, os chineses não tinham o hábito de comer chocolate, pois o país não é produtor de cacau. No entanto, isso mudou nos últimos anos. Desde 2011, o consumo médio por pessoa explodiu, passando de 30 para 200 gramas anuais. E a China promete continuar a puxar o aumento do consumo no mundo. As previsões indicam um crescimento de 60% nas vendas entre os chineses até 2019. Dos mercados emergentes asiáticos, o chinês não é o único que desenvolveu o apetite pela iguaria. Na Índia, as vendas também aumentam, ao ritmo de 20% ao ano. A notícia deveria ser positiva e até deliciosa, não fosse o fato de que a oferta do cacau, a matéria-prima, não deverá acompanhar esse ritmo de expansão. De acordo com o recente relatório “Barômetro do cacau”, divulgado por um consórcio internacional de fabricantes, são de três naturezas as dificuldades enfrentadas pelos fazendeiros: social, econômica e ambiental. Para começar, os maiores produtores, os africanos, dependem de mão de obra infantil. A prática ilegal forjou a baixa de preços dos últimos anos, levando ao aumento do consumo entre emergentes. Ao mesmo tempo, tem se intensificado o combate a esse crime. O que resulta no segundo nó, o econômico. O fim da exploração do trabalho infantil acabará por elevar os salários nas lavouras. Naturalmente, pequenos produtores poderão falir e quem sobreviver elevará seus preços de venda. A produção no Brasil já sofre com outro problema também grave, a presença de pragas, como a vassoura-de-bruxa, um fungo que se espalha pelas árvores e contamina os frutos, inutilizando a plantação. Esta peste responsável por prejudicar a produção do Brasil nos anos 90 começa a ser debatida mais agora. O país ocupava o posto de segundo maior produtor mundial de cacau quando se espalharam a vassoura-de-bruxa em plantações da Bahia. Alguns colocaram como culpados da praga alguns militantes de esquerda, que tinham como intenção minar o poder político e econômico dos “barões do cacau”. Realidade ou não este fato, de toda forma a praga proliferou. Como consequência, o país perdeu 80% da capacidade das lavouras, deixando de ser um dos grandes produtores internacionais de cacau. Há hoje tentativas de superar este drama, como o plantio de cacau orgânico na Bahia mesmo, também na Amazônia e em regiões quentes, como no sul baiano e norte mineiro, onde a temperatura fica sempre entre a mínima de 18 e a máxima de 32 graus. Mas a praga não é o que mais agrava e sim o aumento mundial do consumo e a baixa produtividade das plantações de cacau não só no Brasil, mas também na África. Um gosto amargo demais invade o universo do chocolate: será mesmo o apocalipse deste produto? Parte da mídia faz alarde que sim porém com cautela especialistas defendem medidas ambientais e sustentáveis para redesenvolver as plantações de cacau e voltar a tornar saboroso mais ainda o gosto deste produto e de quebra todo o mercado do chocolate.
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| Há especialistas que falam em salvação do cacau e do chocolate…. |
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| …como resultado de medidas ambientais e sustentáveis no setor…. |
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| ...como a experiência de alguns jovens cacaueiros na Amazônia |
Amanhã aqui mais informações para você, esteja você onde estiver, paz, Padinha!