O Governo
do Estado de S.Paulo, Secretaria da Cultura e a Fundação Dorina Nowill para
Cegos estão promovendo desde abril, mais uma importante iniciativa em prol da democratização da
leitura digital acessível. Com patrocínio da White Martins e Fox Conn, o
projeto Leitura Digital Acessível garante a produção de 12 mil livros em
formato Daisy (Digital Accessible Information System), distribuídos
gratuitamente a 1 mil instituições paulistas, entre elas, bibliotecas, escolas
públicas e projetos sociais. O implemento de novas obras nos acervos de São
Paulo conta com títulos infantis, infanto-juvenis, clássicos nacionais e internacionais,
best-sellers e quadrinhos. Ribeirão Preto foi uma das cidades beneficiadas, tendo realizado também, oficina gratuita de leitura.
O
Leitura Digital Acessível traz ainda uma importante inovação. Pela primeira
vez, os livros em formato acessível Daisy foram feitos com gravação de voz
humana na leitura das obras. Para o projeto, serão disponibilizadas versões
acessíveis das obras A
bruxa de Salomé, de Audrey Wood; A
guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch; A insônia do vampiro,
de Ivan Jaf; Biblioteca
de almas e Cidade
dos etéreos, de Ransom Riggs; Escândalos
privados, de Nora Roberts; Martin
e Rosa: Martin Luther King e Rosa Parks, unidos pela igualdade, de
Raphaele Frier; Meu
livro de cordel, de Cora Coralina; Não fale com estranhos, de Harlan
Coben; O orfanato
Srta. Peregrine, livros 1 e 2, de Ransom Riggs; O outro pé da sereia,
de Mia Couto, e Os
escorpiões contra o círculo de fogo, de Ignácio de Loyola Brandão.
“A
produção dos livros em formato acessível é uma importante maneira de
democratizar o conhecimento e acesso à cultura para milhares de pessoas com
deficiência visual, permitindo, por exemplo, a descrição de figuras e
ilustrações fundamentais para a leitura e compreensão de todo o conteúdo
elaborado por autores”, diz Alexandre Munck, superintendente da Fundação
Dorina Nowill para Cegos.
Disponibilizados
em CDs, os livros do projeto Leitura Digital Acessível possuem mecanismos de
buscas por palavras, são editados com notas de rodapé opcionais, marcadores de
texto, soletração, leitura integral de abreviaturas e de sinais, além da
pronúncia correta de palavras estrangeiras. “Com o projeto, buscamos
conferir mais independência e autonomia aos leitores cegos ou com baixa visão
de todo o Estado de São Paulo, além de acesso a obras aclamadas nacional e
internacionalmente”, comemora Munck. Vale lembrar que para acessar os conteúdos
dos livros em formato Daisy é necessário o uso de programas gratuitos como
DDReader.




