Depois de seis anos de queda na geração de empregos, Ribeirão Preto encerrou 2017 com saldo de 915 postos de trabalho abertos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No ano retrasado, 3,8 mil vagas haviam sido fechadas na cidade.
Franca encerrou o ano com saldo negativo de empregos, mas em recuperação, ante o resultado de 2016. Conhecida internacionalmente como capital nacional do calçado masculino fechou 196 vagas, 66% a menos do que no mesmo período do ano anterior.
Sertãozinho, por sua vez, ainda tenta se recuperar dos efeitos da crise, que devastou o setor sucroenergético, pilar da economia local. A cidade fechou o ano com 714 postos de trabalho a menos, alta de 45% em relação a 2016, quando o saldo foi de 491 vagas fechadas.
Professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP), Edgard Monforte Merlo afirma que a expectativa é de que o país cresça entre 3% e 5% em 2018, o que deve refletir diretamente na geração de empregos.
Indústria
A indústria é o setor que mais demitiu nos três municípios. Mas, em Ribeirão, particularmente, o cenário é de recuperação: o número de vagas fechadas passou de 767 para 448 nos últimos dois anos. Em Franca, a queda de 66% foi a mais acentuada.
Em Sertãozinho, o número de vagas fechadas saltou de 555, em 2016, para 796, no ano passado. O resultado, no entanto, ainda é melhor do que o registrado há dois anos, quando o setor fechou 2.192 postos de trabalho.
Comércio e Serviços
Comércio e serviços, por outro lado, foram os setores que mais geraram empregos nas três cidades. Em Ribeirão, por exemplo, o saldo do comércio passou de 260 vagas fechadas em 2016 para 280 contratações no ano passado.
Já o setor de serviços no município fechou 2017 com saldo de 1.764 vagas de emprego, contra saldo de 1.334 demissões no ano anterior. Em Franca, o índice saltou de 689 demissões para 301 admissões nos últimos dois anos.
Em Sertãozinho, comércio e serviços foram os únicos a encerrar o ano com saldo positivo expressivo. Juntos, os dois setores geraram 722 empregos. O setor de serviços industriais de utilidade pública manteve apenas um posto de trabalho aberto.
Construção Civil
Arrasada pela crise econômica, a construção civil custa a reagir na região, pelo menos no que se refere à geração de empregos. Em Franca, o setor abriu 73 vagas, contra 461 que haviam sido fechadas em 2016.
Em Ribeirão, apesar da recuperação, os canteiros de obras fecharam 448 postos de trabalho – no ano anterior, o corte foi de 1.480 vagas. Já em Sertãozinho, o resultado foi ainda pior, com saldo de 490 demissões, contra 563 contratações em 2016.



