Após 27 anos, como um dos líderes do PSDB e com estreito relacionamento com os ex-governadores José Serra e Geraldo Alckmin, o deputado por Franca, Roberto Engler, vê sua reeleição ameaçada por uma série de fatores: a mudança de partido, o desgaste natural após quase três décadas no cargo e as dificuldades para entusiasmar os eleitores após uma surpreendente troca do PSDB pelo PSB.
Com dificuldades de achar apoio consistentes das lideranças políticas setoriais e de comunidades em Franca, o deputado apela, mais uma vez, por mais de 30% de sua potencial votação, em outros municípios.
No momento, a candidatura do deputado para mais uma eleição tem sido muito questionada, até pelo fato de que, nos últimos mandatos, priorizou outras regiões em detrimento de Franca, inclusive por uma arcaica visão de que, para ocupar espaços políticos, tinha sempre que estar se contraponto aos prefeitos de Franca, fatos que são facilmente constatados durante seus mandatos como deputado, enquanto eram prefeitos de Franca, Sidnei Rocha (por três mandatos, pelo PSDB), Gilmar Dominici (PT), Ary Balieiro (PTB), Alexandre Ferreira (PSDB) e agora seu ex-colega de Assembleia, Gilson de Souza (DEM).
Uma das maiores críticas contra Engler está na sua atuação, por 4 mandatos, como relator do Orçamento do Estado de SP, onde, em vez de priorizar a região de Franca, trabalhou relatando emendas suas e de seus colegas parlamentares, que destinavam recursos e obras do Estado para outras regiões, com a clara intenção de conquistar novos colégios eleitorais, como por exemplo, Guaíra, cidade onde, nas últimas eleições, obteve sua segunda maior votação depois de Franca.




