A votação pela abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) tem custado caro a alguns vereadores que, até então, nadavam em céu de brigadeiro em razão do relacionamento próximo com o chefe do Executivo de Franca.
Um dos efeitos sentidos por alguns parlamentares após o distanciamento com Ferreira são pequenas obras e ações que deixaram de ser atendidos pela Prefeitura. Embora não haja nada oficial, trata-se de uma clara represália.
Não estão incluídos na lista o líder de Alexandre, Laercinho (PMDB), Donizete da Farmácia (PSDB), que tem se mantido firme ao lado do prefeito, e o ex-líder de governo do tucano, Vergara (PSB). Os demais estão “queimados” com Alexandre.
Quem tem passado por uma saia-justa é Pastor Otávio (PTB). Um exemplo foi o anúncio de uma lombofaixa para a Avenida Alagoas, esquina com a rua Modestino Gomes. O vereador chegou a ir ao local e fazer fotos do local e conversar com moradores e comerciantes.
Mas isso ocorreu antes da votação para abertura da comissão. Depois, Pastor Otávio e outros vereadores, como Zezinho Cabelereiro (PPS), Cordeiro (PSB), Claudinei da Rocha (PSB), Adermis Marini (PSDB) e Bahia (PTN) têm sido vistos como personas non gratas pelo prefeito.
O discurso não só de Pastor Otávio, como de outros parlamentares, tem sido o mesmo: de que eles fazem a parte deles e pedem mas somente o prefeito tem alçada para executar. Enquanto isso, a população aguarda melhorias que estão paradas por conta de problemas políticos.



